Confederações patronais pedem reforço de apoios para a fase da retoma

Confederações patronais pedem reforço de apoios para a fase da retoma

A CCP, CIP, CAP e CTP pedem reforço dos apoios às empresas durante a retoma da atividade, principalmente o prolongamento do lay-off simplificado.

As confederações patronais com assento na Concertação Social pediram esta terça-feira ao Governo o reforço dos apoios às empresas durante a retoma da atividade para enfrentarem a crise causada pela pandemia Covid-19, insistindo no prolongamento do lay-off simplificado.

O apelo foi reiterado pelas quatro confederações, CCP, CIP, CAP e CTP, na cerimónia de assinatura da declaração de compromisso dos parceiros sociais para a retoma económica e do protocolo de cooperação entre a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) e a Direção-Geral da Saúde (DGS), onde esteve o primeiro-ministro, António Costa.

O presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, sublinhou que o tecido empresarial “está completamente devastado” e que no geral as medidas do Governo para combater a crise têm sido positivas.

“No entanto, [as medidas] são muito limitadas nos seus efeitos devido à sua operacionalização, que levou a que a liquidez das empresas estivesse muito longe do necessário”, considerou Vieira Lopes.

O líder da CCP disse que são necessárias medidas no curto prazo, como o reforço das linhas de financiamento “que já estão esgotadas”, e também “que o ‘lay-off’ simplificado permaneça durante mais algum tempo sobretudo para setores onde a retoma é mais lenta”.

Também o presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, defendeu que a atual crise “exige tomada de medidas rápidas e eficientes” e sem burocracia, o que, a seu ver, muitas vezes não tem acontecido.

O presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), Francisco Calheiros, destacou que no turismo “para o próximo verão está tudo por definir”, apelando para que haja medidas adaptadas à nova fase da retoma da atividade.

“Eu dou dois exemplos: o caso do lay-off simplificado que termina no mês que vem e que é manifestamente insuficiente e a questão de mais empréstimos”, afirmou Calheiros.

O líder da CTP considerou que “não são necessários mais empréstimos, as empresas não aguentam mais”, mas sim “soluções de capital” como “o ressurgimento do fundo de turismo de capital de risco” ou mesmo “soluções de fundo perdido”.

Francisco Calheiros revelou ainda que “mais de três mil empresas” já aderiram ao selo clean and safe, uma medida de resposta ao Covid-19 para o setor, articulada entre o Turismo de Portugal e a CTP.

Já o presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), Eduardo de Oliveira e Sousa, considerou que o compromisso para a nova fase da retoma “é um ponto de partida e não de chegada” sublinhando que há ainda “um caminho exigente pela frente”.

“Esta é uma boa oportunidade para o Governo agilizar e simplificar os procedimentos, aliviar a burocracia, agilizar os pagamentos que ainda não estão feitos e os que terão de continuar a ser feitos”, realçou o presidente da CAP.

Para Eduardo Oliveira e Sousa, a agricultura tem funcionado durante a pandemia mas “precisa agora de mais apoio, de medidas concretas e dirigidas à sua particularidade”.

O artigo foi publicado originalmente em ECO.

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