A CONFAGRI manifestou preocupação com a posição do Parlamento Europeu relativamente ao Acordo UE-Mercosul, alertando para a necessidade de uma clarificação efetiva e vinculativa sobre a reciprocidade das exigências legais impostas aos agricultores europeus no âmbito da produção alimentar.
De acordo com o comunicado de imprensa, a CONFAGRI considera que este é o momento para os decisores políticos refletirem sobre uma estratégia europeia clara e coerente para o setor agroalimentar, tal como defendeu Nuno Serra, Secretário-Geral da CONFAGRI.
“Num momento em que a Europa se prepara para estabelecer acordos comerciais com outros blocos económicos, o mínimo que a Comissão Europeia deveria fazer seria reforçar o apoio e investimento no seu próprio setor agroalimentar. Inacreditavelmente, com a nova PAC, faz exatamente o oposto”, frisou o responsável.
Perante isto, Nuno Serra sublinhou ainda que “é inaceitável que a Comissão Europeia corte drasticamente nas verbas destinadas à inovação, conhecimento e bioeconomia, áreas fundamentais para a competitividade, qualidade e sustentabilidade da produção europeia”.
Assim, a CONFAGRI exige uma “reflexão responsável” por parte da Comissão Europeia e defende que o setor agroalimentar necessita de uma estratégia sólida e coerente, capaz de proteger a produção interna, valorizar o trabalho dos agricultores, reforçar este setor económico e salvaguardar a segurança alimentar dos consumidores europeus.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































