Comissão Vitivinícola Regional Távora-Varosa nomeia nova direção

Comissão Vitivinícola Regional Távora-Varosa nomeia nova direção

José Fernandes Pereira é o novo Presidente da Direção da Comissão Vitivinícola Regional Távora-Varosa – CVR Távora-Varosa. O responsável sucede ao Professor Orlando Lourenço, que ao longo de mais de 30 anos liderou com profissionalismo, autenticidade e com um entusiasmo mobilizador e afirmou a Região do Távora Varosa. Este passará a ocupar o lugar de Presidente do Conselho Geral.

Da nova direcção fazem ainda parte Herlander Filipe Arezes Lourenço, representante do Comércio de vinhos e produtos vínicos, e João António Pereira da Silva, em representação da Produção de uvas.

Com uma licenciatura em Agronomia, pelo Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, José Fernandes Pereira, quadro superior da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte  tem uma ampla experiência de mais de 35 anos no sector vitivinícola, para além de vários lugares de chefia em especial no Centro de Estudos Vitivinícolas do Douro, colaborou em vários trabalhos ligados à vitivinicultura regional, na Região Demarcada do Douro, na demarcação e na instalação de campos de ensaio na então região do Távora e na região do Varosa e nas Regiões Vitivinícola de Trás-os-Montes. Ao longo da sua carreira integrou vários grupos de trabalho ligados à vitivinicultura, tendo contribuído para a definição da estratégia regional do vinho para a região norte. Foi membro do grupo de peritos nacionais da vinha e da economia da comissão nacional do Office International de la Vigne e du Vin (CNOIV). Foi também coordenador regional dos programas INTERREG II e posteriormente designado POCTEP (Programa de Cooperação Transfronteiriço Espanha/Portugal). No âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural foi Presidente da Estrutura Local de Apoio do Douro Vinhateiro, equipa multidisciplinar cujo principal objetivo era contribuir para manutenção e recuperação do património paisagístico e vernacular da Região Demarcada do Douro.

É Confrade Honorário da Confraria dos Enófilos da Região do Douro e Grão Mestre da Confraria Nacional do Espumante.

A nova Direção da Comissão Vitivinicola Regional Távora-Varosa – CVR Távora-Varosa assume como principais compromissos garantir a unidade e coesão institucional, assegurar a qualidade dos Espumantes e Vinhos aqui produzidos, reforçar as estratégias de promoção e marketing, estimular a adoção das melhores práticas agrícolas e do desenvolvimento sustentável. Participar ativamente em todo o espaço de representatividade e de reivindicação existente no quadro da organização institucional do sector e colaborar em iniciativas que visem obter eficiência coletiva na promoção do território e dos seus recursos endógenos.

Pretende intensificar a notoriedade e afirmação dos vinhos da região, a nível nacional e internacional, com forte aposta no crescimento e desenvolvimento nos mercados de exportação, sem perder de vista a posição já consolidada no mercado interno, contando para isso com a reconhecida qualidade na produção e dinâmica renovada na exportação e promoção da região. Promover o reposicionamento da região e o incremento da qualidade dos vinhos e a aposta no Enoturismo da Região como alavanca do produto Vinhos Távora-Varosa.

SOBRE A COMISSÃO VITIVINÍCOLA REGIONAL TÁVORA-VAROSA

Os dois rios, Távora e Varosa dão o nome à região que reúne os concelhos de Moimenta da Beira, Sernancelhe, Tarouca e ainda algumas freguesias dos concelhos de Penedono, São João da Pesqueira, Tabuaço, Armamar e Lamego.

Com características edafo-climáticas únicas, as suas vinhas estão plantadas em solos graníticos, solos litólicos e solos de transição, reunindo excelentes condições para a criação de vinhos geralmente frescos, e com teores de acidez ideais para a produção dos melhores vinhos e espumantes nacionais.

A região Távora-Varosa é reconhecida pelo seu patrimómio único, onde, no século XII, os Monges de Cister construiram Mosteiros como o de São João de Tarouca. O triângulo monástico do Vale do Varosa completa-se com a construção do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas no século XIII e a construção do Convento de Ferreirim da Ordem de São Francisco (Sernancelhe) no século XVI, onde a vinha e a produção de vinho assumiam um papel de relevo na economia da região.  A história de produção de vinhos nesta região está assim estritamente ligada não só às características da sua geografia mas também com a chegada dos Monges de Cister à região construindo mosteiros e igrejas e plantando as primeiras vinhas na zona que hoje se designa por DO Távora – Varosa. Daí a designação do Vinho com Indicação Protegida Terras de Cister.

Região nobre de grandes extensões de vinhedos, foi a primeira região a ser demarcada para espumantes em Portugal em 1989 e aqui nascem alguns dos melhores espumantes nacionais, a par dos aromáticos e frutados vinhos tranquilos, brancos, rosés e tintos.

Comente este artigo
Anterior Diplomas sobre florestas e ordenamento aprovados em Conselho de Ministros
Próximo Costa salienta cooperação estratégica e afirma Marcelo é garante da reforma da floresta

Artigos relacionados

Nacional

Trovoadas, climas e maternidades

Troveja. Os relâmpagos iluminam a avenida da Boavista, como se a espaços aleatórios e curtos a noite abrisse em dia. Depois, […]

Nacional

Freshfel preocupada com ambições da “Estratégia Do prado ao prato”

A Associação Europeia de Hortofrutícolas Frescos (Freshfel Europe) divulgou recentemente a sua reacção preliminar à revisão da “Estratégia Do prado ao prato”, […]

Últimas

Mais um passo no desenvolvimento da economia “verde” e do setor agroalimentar de Idanha

O Observatório de Produtores de Idanha-a-Nova realizou-se no passado dia 13 de setembro, sexta-feira, com o objetivo de fortalecer relações entre os produtores de Idanha-a-Nova e a comunidade académica e empresarial. […]