Combate à praga Psila Africana dos Citrinos

Combate à praga Psila Africana dos Citrinos

[Fonte: MA] Trioza erytreae, ou Psila Africana dos Citrinos, é considerado um organismo de quarentena na União Europeia, para os citrinos e outros hospedeiros ornamentais. Este inseto, para além de provocar estragos diretos, é vetor da doença dos citrinos, a qual pode afetar seriamente a produção de citrinos a nível nacional e europeu. Esta doença ainda não foi detetada na União Europeia. Contudo, existindo o vetor, a probabilidade da sua entrada e dispersão é elevada.

Assim, logo após as primeiras deteções de Trioza erytreae em território nacional, registadas em 2014, foram, de imediato, estabelecidas e divulgadas, em especial pelos viveiristas, dadas as implicações diretas na sua atividade, medidas de controlo oficiais nas zonas infestadas. Contudo, apesar de todas as medidas implementadas e no seguimento das ações de monitorização no terreno, levadas a cabo pelas Direções Regionais de Agricultura e Pescas (DRAP), sob coordenação da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), foi detetado, em outubro, um incremento da dispersão da praga no território nacional, designadamente na região do centro do país, onde se localiza um número significativo de viveiros de plantas cítricas.

Neste contexto, os serviços do Ministério da Agricultura têm realizado todas as ações possíveis, nomeadamente a emissão de ofícios circulares divulgando as medidas fitossanitárias aplicadas para controlo do inseto, a definição e atualização de zonas demarcadas e zonas de vigilância e o estabelecimento de requisitos técnicos para a produção e comercialização de citrinos, conscientes do impacto das medidas fitossanitárias no setor viveirista.

Dada a importância da mesma para a economia regional e nacional, a DGAV e a DRAP do Centro, atendendo à previsão da dispersão do inseto, têm vindo a trabalhar com o setor viveirista, alertando para a necessidade de reconversão da forma de produção de plantas e fornecendo informação técnica sobre os requisitos a serem seguidos para a construção das estruturas. Neste âmbito, foi ainda disponibilizada uma verba de 2 milhões de euros, do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR 2020), para apoio financeiro a investimentos em viveiros para a produção de plantas de citrinos ou outras rutáceas, específica para o setor viveirista. As candidaturas apresentadas ficaram, no entanto, abaixo do valor de apoio disponibilizado.

Importa ainda salientar que, visando o controlo desta praga, está a decorrer um programa de luta biológica, com recurso a um inseto parasitoide específico, num trabalho conjunto e articulado entre as autoridades fitossanitárias portuguesas e espanholas. Prevê-se que os primeiros resultados deste programa venham a ser conhecidos a médio prazo.

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