Cidadãos prometem lutar pela defesa do Centro de Experimentação Agrária de Tavira

Cidadãos prometem lutar pela defesa do Centro de Experimentação Agrária de Tavira

O movimento de cidadãos, que conta com cerca de 30 membros de vários pontos do país, pretende alertar a opinião pública para uma estrutura de “vital importância para o Algarve”

Um grupo de cidadãos prometeu recorrer a todos os meios legais para “travar a destruição” do Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEA-Tavira), equipamento que reúne mil variedades de fruteiras tradicionais algarvias, disse à Lusa um dos membros.

“O espaço é muito importante para toda a região algarvia, já que contém uma coleção de fruteiras que pode vir a ser vital para preservar as espécies endógenas ameaçadas pelas alterações climáticas e ter um papel importante na formação ecológica”, disse à agência Lusa Ângela Rosa, uma das fundadoras do “Movimento para defender a preservação do Centro de Experimentação Agrária de Tavira”.

Segundo Ângela Rosa, a continuidade do CEA-Tavira está ameaçada pela construção da Circular de Tavira, uma estrada com 625 metros de comprimento por 20 de largura e pelo projeto de eletrificação da linha ferroviária do Algarve, cujo traçado está definido para atravessar a estrutura agrícola.

“Vamos lutar por todos os meios legais para evitar a desintegração de um campo agrário de experimentação científica, com uma coleção única de romãzeiras, nespereiras, amendoeiras, macieiras, alfarrobeiras, figueiras e de citrinos, bem como a destruição dos seus cinco laboratórios”, asseverou.

O movimento de cidadãos, que conta com cerca de 30 membros de vários pontos do país, pretende através de ações de sensibilização, alertar a opinião pública para uma estrutura de “vital importância para o Algarve”.

Para hoje estava marcada um manifestação pela defesa daquele espaço junto ao CEA-Tavira, entretanto desmarcada devido às medidas de prevenção anunciadas para travar a propagação da Covid-19.

Ângela Rosa garantiu que o grupo de cidadãos “vai manter a sua atividade de sensibilização”, enquanto aguarda pela Declaração de Impacto Ambiental (DIA) para saber que medidas possam ser tomadas, admitindo que podem “passar pela impugnação caso o resultado seja positivo”.

Para o movimento pela defesa do CEA-Tavira, o centro “é emblemático e histórico pela biodiversidade frutícola regional e por ter sido um dos locais onde se realizaram os primeiros ensaios para a agricultura biológica”.

Imagem de destaque: A coleção de fruteiras é vital para preservar as espécies endógenas ameaçadas pelas alterações climáticas – FOTO D.R.

O artigo foi publicado originalmente em Postal do Algarve.

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