O Chega/Açores vai agendar para o plenário de abril do parlamento regional, na próxima semana, um debate de urgência sobre o estado da agricultura no arquipélago, um dos setores de atividade que enfrenta “maior imprevisibilidade”, revelou hoje o partido.
Em comunicado, o grupo parlamentar do Chega/Açores explica que o objetivo é promover um “debate sério sobre um dos setores mais importantes da região” e por considerar que os agricultores “precisam de ser respeitados” e a valorização da cultura rural “tem de ser real”.
“A agricultura é um dos principais pilares da economia da região e é, também, um dos setores de atividade que enfrenta maior imprevisibilidade, atrasos no pagamento de apoios, grande carga burocrática, embora apresentando sempre produtos de excelência”, refere.
Para o partido, apesar da importância do setor, o Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM “pouco tem feito” para que a agricultura seja rentável e atrativa para as novas gerações.
Para o Chega açoriano, o setor agrícola “muito tem contribuído e deve continuar a contribuir para a fixação de população nas freguesias mais rurais”, mas “pouco reconhecimento tem tido em termos políticos”.
“Há atrasos constantes no pagamento de apoios por parte do Governo Regional, o preço do leite pago ao produtor não reflete o aumento dos custos de produção – principalmente quando as fábricas existentes na região contaram com apoios do Governo Regional para a sua construção e modernização –, há verbas nacionais que não contemplam os Açores nem são reivindicadas politicamente”, exemplifica.
Acrescenta que “há cooperativas falidas que continuam a ser financiadas pelo Governo Regional, mesmo sem apresentarem resultados” e que produtores “continuam a enfrentar a imprevisibilidade do transporte marítimo para o transporte de gado vivo”.
Os agricultores também continuam sem solução para as pragas agrícolas que destroem as culturas e os caminhos agrícolas “continuam sem a devida manutenção e limpeza”, segundo o Chega/Açores.
O plenário regional de abril decorrerá entre terça-feira e sexta-feira da próxima semana, na cidade da Horta, na ilha do Faial.
O parlamento açoriano, presidido pelo social-democrata Luís Garcia, é composta por 57 deputados, em representação de oito forças políticas: (23 do PSD, 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do BE, um do PAN e um do PPM).

















































