Centromarca defende que nova Diretiva Europeia deve abranger todos os operadores da cadeia de abastecimento

Centromarca defende que nova Diretiva Europeia deve abranger todos os operadores da cadeia de abastecimento

A Centromarca e a sua congénere European Brands Association (AIM) solicitaram à Comissão Europeia a adoção de uma abordagem de ‘equidade para todos’ ao longo da cadeia de abastecimento e defenderam a sua integração na proposta legislativa em matéria de Práticas Comerciais Desleais que foi apresentada em Bruxelas no dia 12 de abril.

Com esta posição, a Centromarca e a AIM procuram assegurar que há um ambiente mais justo para todos os atores decisivos no fornecimento de produtos diversificados e inovadores aos consumidores.

"O âmbito da legislação não deve ser diferenciado em função da dimensão dos operadores, de modo a ter um efeito real e a ter capacidade para fortalecer a competitividade de toda a cadeia de fornecimento”, defende Nuno Fernandes Thomaz, Presidente da Centromarca. E acrescenta: “As Práticas Comerciais Desleais (PCD) são também, em muitas circunstâncias, impostas aos grandes operadores, tal como o são a operadores de menor dimensão"

.

A Centromarca reconhece que as PCD variam de mercado para mercado, e que incluir uma relação exaustiva de todas será um desafio, mas apela à Comissão Europeia que inclua o princípio da negociação leal que define estas práticas.

O objetivo é que a proposta legislativa, na sua versão final, estabeleça que as empresas devem ser proibidas de impor aos seus parceiros comerciais, ou tentar obter deles, quaisquer termos e condições que sejam ilegítimos, injustificados ou desproporcionados.

A Centromarca não tem dúvidas em reafirmar que as práticas comerciais desleais criam ineficiências ao longo da cadeia de abastecimento, o que tem consequências negativas para a competitividade e, portanto, um efeito dominó negativo em toda a cadeia, do agricultor ao consumidor. Mas acredita, também, que todos os operadores têm uma responsabilidade partilhada no desenvolvimento de uma cadeia de abastecimento sustentável, forte e eficiente.

Num quadro de diálogo e negociação no plano da União Europeia, a Centromarca recorda que nenhuma das legislações nacionais nesta matéria (incluindo a portuguesa) estabelece distinções de aplicação em função da dimensão dos operadores penalizados e informa que fez chegar a mensagem ao Governo, visando sensibilizar o Executivo para que defenda essa mesma posição junto dos parceiros europeus.

"Consideramos que só desta forma é possível garantir uma cadeia de abastecimento mais forte e sustentável"

,

conclui Nuno Fernandes Thomaz.

Comente este artigo
Anterior CNA - A Luta camponesa no brasil- 16 de Abril 2018 - Coimbra
Próximo Wisecrop - Startup Portuguesa vai realizar campanha de crowdfunding

Artigos relacionados

Dossiers

A Pedro Sánchez le preocupa más el efecto del antieuropeísmo en el mundo rural que aportar ideas para la PAC

[Fonte: Agroinformacion – PAC]
La primera intervención del presidente del Gobierno, Pedro Sánchez, hablando del sector agrícola y de la PAC ha dejado claro que le preocupa más el efecto del antieuropeísmo en el mundo rural tras las próximas elecciones europeas que aportar ideas para la PAC, […]

Comunicados

IRTA works towards the development of new high-quality wheat cultivars with resilience to climate change

As a consequence of the climate change drought conditions are expected to worsen in a near future with warmer temperatures, causing increased crop evapotranspiration, and lower and more erratic water availability affecting the major wheat producing areas, including the Mediterranean Basin. […]

Dossiers

Sessão Informação: Gerir melhor o seu eucaliptal! 21/3/2018 Odemira

[Fonte: 2BForest]

Comente este artigo
#wpdevar_comment_3 span,#wpdevar_comment_3 iframe{width:100% !important;}O artigo Sessão Informação: Gerir melhor o seu eucaliptal! 21/3/2018 Odemira foi publicado originalmente em 2BForest. […]