Carta aberta à classe política – Felisbela Torres Campos

Carta aberta à classe política – Felisbela Torres Campos

Carta da ANIPLA a vários agentes políticos, incluindo a Ministra da Agricultura, a Comissão Parlamentar de Agricultura e Mar e líderes parlamentares de todos os partidos políticos.

De acordo com o último Relatório de Vendas de Produtos Fitofarmacêuticos (PF) em Portugal, relativo ao ano de 2018, registou-se uma redução significativa de vendas destes produtos, de 47% nos últimos 15 anos.

Simultaneamente, a agricultura nacional tem vindo a assumir-se como um sector em franco desenvolvimento e crescimento, assumindo uma posição cada vez mais visível na nossa economia, contribuindo com mais de 7 mil milhões de euros para o PIB e maior peso no balanço do comércio externo, com exportações que têm vindo a crescer ano após ano.

Num raciocínio linear, seríamos levados à conclusão de que afinal pode-se reduzir substancialmente o uso de PF sem comprometer a produtividade agrícola. Mas o que estamos a falar é de uma redução de quantidade, isto é, da dose média aplicada por hectare.

O que se passou, foi uma conjugação de factores a concorrerem para um mesmo resultado. Por um lado, o gigantesco investimento da indústria em investigação e desenvolvimento de novas soluções, bem como na formação dos operadores económicos e, por outro, o empenho dos produtores agrícolas em adoptarem práticas mais sustentáveis. Também para este número, muito contribuiu a legislação que regula as actividades de distribuição, venda e aplicação de PF, consubstanciadas pelo Plano de Acção Nacional para o Uso Sustentável dos mesmos.

A indústria, desde sempre, investe fortemente nestas áreas. Novas moléculas vão surgindo, substituindo outras menos eficientes, permitindo não só uma redução das doses a aplicar, mas também melhorando o perfil toxicológico e reduzindo o impacto ambiental, e PF de origem biológica vão sendo descobertos para ajudarem nesta tarefa de proteger as culturas dos seus inimigos naturais. Mas também outras técnicas e ferramentas, quer no âmbito da agricultura de precisão, quer em meios de diagnóstico e avaliação do risco.

Inovação e desenvolvimento estão na base de um futuro sustentável

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