Carlos Moedas: Rombo do Brexit obriga a aumentar contribuições para o orçamento comunitário

Carlos Moedas: Rombo do Brexit obriga a aumentar contribuições para o orçamento comunitário

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, (à esq) e o comissário europeu Carlos Moedas (à dir) defendem a necessidade de aumentar as contribuições dos Estados membros para o Orçamento da União Europeia.Hugo Amaral/ECO

A saída do Reino Unido da União Europeia (UE) vai resultar num “buraco” de 12 mil milhões de euros no orçamento comunitário, avisou esta terça-feira o comissário europeu Carlos Moedas. O responsável disse estar a “lutar” para que haja “um maior esforço” por parte dos países do bloco.

Em sintonia com a posição defendida horas antes por António Costa, em Praga, no final do encontro dos “Amigos da Coesão”, Carlos Moedas defendeu assim um aumento das contribuições dos Estados membros para o orçamento comunitário para que não haja cortes em políticas como a Coesão ou agricultura.

Esse buraco tem de ser preenchido, não só com eficiências da Comissão Europeia, mas também tem de haver um maior esforço dos países. Temos de caminhar para uma Europa com um orçamento superior. Essa é a minha luta.

Carlos Moedas

Comissário europeu

“Quando um país como o Reino Unido sai, são menos 12 mil milhões de euros por ano. Retirar esse país faz um buraco no orçamento”, sublinhou Carlos Moedas no Web Summit. “Esse buraco tem de ser preenchido, não só com eficiências da Comissão Europeia, mas também tem de haver um maior esforço dos países. Temos de caminhar para uma Europa com um orçamento superior. Essa é a minha luta”, disse.

Na mesma conferência de imprensa, Pedro Siza Vieira, ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, disse que Portugal está disponível para aumentar as contribuições. “Portugal está disponível para aumentar o contributo para a União. Aquilo que vão ser as contribuições dos Estados-membros têm de aumentar”, reforçou o ministro.

Portugal está disponível para aumentar o contributo para a União. Aquilo que vão ser as contribuições dos Estados-membros têm de aumentar.

Pedro Siza Vieira

Ministro da Economia

Portugal defende uma contribuição de 1,16% do Rendimento Nacional Bruto por Estado membro, acima da proposta da Comissão (1% do RNB) e que resulta, para o país, num corte de 6% da Política de Coesão e de 15% do segundo pilar da Política Agrícola Comum (PAC), a do desenvolvimento rural. Mas, para o Parlamento Europeu, a contribuição dos Estados membros deveria ser de 1,3%. António costa sublinhou ainda a necessidade de se encontrar recursos próprios para o Orçamento comunitário — nomeadamente através da tributação dos gigantes tecnológicos — para não ser necessário aumentar a tributação dos Estados membros.

Continue a ler este artigo no ECO.

Comente este artigo
Anterior João Ponte: Implementação da Estratégia Regional para o Desenvolvimento da Agricultura Biológica está em curso
Próximo Deliberação do Conselho Diretivo do ICNF relativa à colheita mecânica noturna de azeitonas nos olivais superintensivos

Artigos relacionados

Nacional

P-BIO lança Clube de Mentores para impulsionar o sector da biotecnologia em Portugal

A Associação Portuguesa de Bioindústria (P-BIO) lançou o BioMentors Club, um projeto que tem como objetivo apoiar o desenvolvimento de novos projetos e start-ups inovadoras nas áreas das Ciências da Vida e da Biotecnologia. […]

Últimas

OE 2021. Força Aérea mantém gastos de €49 milhões no combate aos incêndios florestais

Será dada continuidade aos programas Aldeias Seguras/Pessoas Seguras, com o alargamento da cobertura territorial e a adesão de novos aglomerados […]

Nacional

Covid-19: Madeira alarga prazo de candidaturas ao apoio de 3ME para o setor agrícola a fundo perdido

A Secretaria Regional de Agricultura e Desenvolvimento Rural resolveu prorrogar o período de apresentação de candidaturas da Media 21 do PRODERAM 2020, de apoio temporário excecional aos agricultores e às PME, […]