A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e a Floene, operadora nacional de redes de distribuição de gás, formalizaram um acordo de colaboração para os próximos dois anos na área dos gases renováveis.
De acordo com o comunicado de imprensa, o entendimento parte do potencial do setor agrícola para produzir biometano a partir de subprodutos e resíduos agrícolas e de efluentes pecuários, promovendo sustentabilidade ambiental, economia circular e novas fontes de rendimento no meio rural.
Para Gabriel Sousa, CEO da Floene, “a formalização do reconhecimento do setor agrícola como um pilar estratégico para o desenvolvimento dos gases renováveis em Portugal, e a afirmação do biometano como uma solução energética e ambiental”. Segundo o responsável, esta “é uma parceria de futuro e pelo futuro do nosso país”.
Já Luís Mira, Secretário-Geral da CAP, referiu que “este entendimento permitirá aprofundar as muitas sinergias existentes entre o setor agrícola e o setor energético, que a CAP e a Floene têm vindo a valorizar através de uma muito promissora colaboração”.
Segundo a comunicação, a Floene e a CAP vão partilhar conhecimento técnico, experiências e ações de formação, além de identificar oportunidades concretas para a produção de biometano, envolvendo o setor agrícola na cadeia de valor dos gases renováveis.
O protocolo prevê ainda a organização de seminários e sessões para agricultores, técnicos e outros interessados sobre produção, injeção e utilização de biometano, bem como a partilha de informação técnica e regulamentar e de boas práticas com impacto nos dois setores.
A parceria inclui também visitas a unidades de produção de biometano e o desenvolvimento de conteúdos de comunicação e sensibilização sobre o papel do setor agrícola na produção de gases renováveis.
A comunicação também enfatiza que o protocolo “é muito mais do que a formalização da colaboração já existente entre a Floene e a CAP”: tratando-se de “um impulso decisivo para a concretização do Plano de Ação para o Biometano” e cumprimento das metas de produção definidas. Em concreto, visa substituir, até 2030, quase 10% do gás natural consumido em Portugal por esta energia limpa, e cerca de 19% até 2040.
O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.















































