Câmara de Sever do Vouga comprou terrenos junto ao rio para eliminar eucaliptos

Câmara de Sever do Vouga comprou terrenos junto ao rio para eliminar eucaliptos

A Câmara de Sever do Vouga, distrito de Aveiro, adquiriu terrenos confinantes com o rio Vouga com vista a eliminar os eucaliptos nas margens, revelou hoje o seu presidente, António Coutinho.

Uma vez na posse dos terrenos, a autarquia substituiu os eucaliptos por espécies com menor impacto paisagístico, promoveu a consolidação das margens com espécies autóctones, no âmbito de um projeto em que participam biólogos da Universidade de Aveiro.

De acordo com António Coutinho, cerca de 70% do território do concelho é ocupado pela floresta, na maioria de eucaliptos, que garantem algum rendimento a pequenos proprietários, sendo a zona fortemente marcada pelo minifúndio.

“Felizmente o concelho não é todo assim, mas não é fácil converter toda esta floresta de eucalipto noutro tipo de floresta, embora a Câmara tenha tido alguma iniciativa nas margens do rio Vouga, onde fomos adquirindo terrenos para os transformar e eliminámos completamente todo o eucalipto ao longo das margens do rio Vouga”, declarou o autarca.

A perspetiva da Câmara ao adquirir os terrenos marginais ao rio Vouga, para plantar outras espécies, “é a de incentivar as populações para o fazerem também nos seus terrenos e transformarem essa floresta noutro tipo”, mas não é fácil.

“É preciso que outro tipo de floresta também seja produtivo para as pessoas aderirem, porque a nossa propriedade é muito repartida e todas as pessoas têm o seu bocadinho de eucaliptal para com ele fazerem algum dinheiro”, conclui.

António Coutinho refere que, apesar da mancha de eucaliptos que marca Sever do Vouga, a paisagem tem vindo a mudar com a introdução da cultura do mirtilo, que também gera rendimento aos que optaram pela sua produção.

“O mirtilo já foi ocupando vários espaços do nosso território e muitos deles antes estavam em eucalipto. Alguns terrenos que eram de eucalipto hoje são campos de mirtilo e são campos produtivos, que transformaram a nossa agricultura de subsistência numa agricultura mais produtiva”, salienta.

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