A Associação de Proprietários e Beneficiários do Alqueva (APBA) vem exercer o seu direito de resposta e retificação perante a notícia publicada pelo jornal Público no passado dia 13 de fevereiro. Sob um título sensacionalista e eivado de preconceito contra o mundo rural, o jornal opta por ignorar o texto legal para alimentar uma narrativa de “confronto” entre a agricultura e o interesse público.
A APBA repõe a verdade factual, sustentada pelo Despacho n.º 423-A/2026, através dos seguintes
pontos:
1. A Inflação dos Números: 690 não são 730 O artigo baseia a sua tese num erro técnico primário: afirma que o volume atribuído à agricultura é de 730 milhões de metros cúbicos (hm³). É falso. O Despacho fixa o limite máximo para regadio em 690 hm³. Ao citar o valor total do sistema (730 hm³), o jornal “esquece-se” de informar os leitores que 40 milhões de metros cúbicos são reservados exclusivamente para o abastecimento público e industrial. Confundir o volume total de um projeto de fins múltiplos com a quota da agricultura é uma manobra de desinformação que visa demonizar os produtores.
2. A Omissão da Reserva Estratégica Inviolável: O jornal omite o dado mais relevante do novo quadro estratégico: a criação de uma reserva permanente e inviolável de 120 hm³. Esta reserva destina-se exclusivamente a garantir três anos de abastecimento público em caso de seca extrema. Ao contrário do que a linha editorial de esquerda do jornal sugere, este despacho blinda o consumo humano com uma segurança histórica, provando que o reforço do regadio é feito com responsabilidade e planeamento, e nunca em prejuízo das populações.
3. A Falácia Contabilística do “Prejuízo” Analisar a EDIA sob a ótica estrita de lucro ou prejuízo comercial é um erro de literacia política. A EDIA é um instrumento de soberania. O que o jornal classifica como “défice” é o investimento do Estado na manutenção de ecossistemas, no combate a incêndios e na fixação de pessoas no interior. Tentar sanar as contas da EDIA através do aumento do preço da água seria um ato de autofagia económica, destruindo o setor que garante a soberania alimentar e que devolve ao Estado, via impostos e exportações, muito mais do que o custo de manutenção da infraestrutura.
4. O Distanciamento da realidade produtiva do interior: Lamentamos que o jornal Público mantenha uma postura sistematicamente hostil à agricultura moderna. Este artigo não é jornalismo; é ativismo ideológico. Atacar a viabilidade do regadio com dados inflacionados é um ataque direto à única ferramenta que o Alentejo possui para combater as alterações climáticas e a desertificação.
5. Conclusão A APBA exige que o rigor técnico prevaleça sobre a agenda política. O Alqueva é a maior história de sucesso do Portugal democrático no que toca ao desenvolvimento regional. Não permitiremos que títulos mentirosos e omissões graves ponham em causa o trabalho de quem alimenta o país e sustenta a economia do sul.
Fonte: Direção Associação de Proprietários e Beneficiários do Alqueva (APBA)













































