No Vale do Pranto, na freguesia do Alqueidão, as comportas da Maria da Mata deixaram de funcionar há quase seis anos. Já as comportas do Alvo, embora ainda funcionem, encontram-se num estado de degradação tal que permitem a passagem de grandes quantidades de água salgada.
Esta situação tem provocado a infiltração de águas salgadas nos campos agrícolas, com consequências gravíssimas para a produção de arroz. Em plena fase de floração, o arroz fica queimado pelo sal, levando os produtores a perderem 25% ou mais da sua produção anual, para além dos constantes atrasos que esta situação frequentemente provoca na realização das culturas.
Desde o início de 2024, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informou que seria a entidade promotora e executora das obras de intervenção para a substituição da estrutura das comportas da Maria da Mata, no aproveitamento hidráulico do Mondego.
Após a aprovação do projeto, com um investimento previsto a rondar um milhão e duzentos mil euros, a APA comunicou que seriam iniciados os trâmites para a adjudicação da obra e, posteriormente, o lançamento do procedimento de concurso público, para que se desse início aos trabalhos.
No entanto, a verdade é que já estamos em 2026 e as obras ainda não se iniciaram, não existindo qualquer informação sobre a data do seu arranque, apesar do ofício a solicitar esclarecimentos enviado pela ADACO no início deste ano, dirigido ao Presidente da APA, Eng.º Pimenta Machado.
É urgente que sejam realizadas, de imediato, as obras necessárias para a instalação de comportas no Rio Pranto, de forma a impedir a entrada de água salgada naquele afluente do Rio Mondego e, consequentemente, a sua infiltração nos campos de arroz.
Fonte: ADACO









































