O acordo comercial UE/Índia “pode proporcionar a abertura de um novo mercado” para o azeite português, numa altura em que se espera um aumento da produção nacional, disse à Lusa a secretária-geral da Fenazeites, Patrícia Falcão Duarte.
No caso do azeite, o acordo hoje assinado entre a União Europeia (UE) e a Índia prevê uma descida das tarifas sobre a importação daquele produto dos atuais 45% para 0% no prazo de cinco anos.
“A produção de azeite tem crescido muito em Portugal e é expectável que continue a aumentar devido às novas plantações em território nacional”, afirmou a secretária-geral da Federação Nacional das Cooperativas de Olivicultores (Fenazeites).
Apesar de a Índia não ter um historial de consumo de azeite, nem ser um mercado alvo dos produtores nacionais, pode vir a tornar-se num destino “interessante” para a exportação do azeite português devido à existência de “uma classe alta com poder de compra”, admitiu a mesma responsável.
“É um novo mercado para ser estudado pelas empresas nacionais”, afirmou.
Em 2024, o principal destino das exportações de azeite nacional foi Espanha, com 56% do total, seguindo-se o Brasil, Itália, França e Estados Unidos.
Portugal é o quinto maior exportador de azeite do mundo.
A UE e a Índia concluíram hoje um acordo comercial considerado “histórico” por ambas as partes, que deverá permitir duplicar as exportações europeias de bens até 2032.
A UE é atualmente o maior parceiro comercial da Índia, tendo as trocas bilaterais atingido, em 2024, 120 mil milhões de euros.














































