“A nossa principal preocupação é a falta de água”, não estando assegurada a próxima campanha, diz Pres. da Assoc. de Regantes da Barragem de Veiros (c/som)

“A nossa principal preocupação é a falta de água”, não estando assegurada a próxima campanha, diz Pres. da Assoc. de Regantes da Barragem de Veiros (c/som)

[Fonte: Rádio Campanário] O 10º aniversário da Associação de Beneficiários do Perímetro de Rega da Veiros (ABPRV) (Veiros, Estremoz), foi assinalado esta sexta-feira, 27 de setembro, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos e de representantes de várias entidades regionais, nacionais, assim como agricultores beneficiários do empreendimento.

A Campanário esteve na cerimónia, onde falou com José Nuno Pereira, presidente da Associação que fala sobre a evolução do regadio e das dificuldades atualmente enfrentadas.

A Barragem de Veiros encontra-se atualmente “com cerca de 18% da sua capacidade total”, ou seja, aproximadamente “1 milhão e 600 mil m3 em 10 milhões” servindo “1.151 hectares de perímetro de rega e cerca de 50 beneficiários”.

“Precisamos de ter água armazenada suficiente para garantir 2/3 anos de segurança, e neste momento não temos”
José Nuno Pereira

O dirigente salienta que atualmente, “a principal preocupação é a falta de água”, afirmando que “se não chover, complica muitíssimo a exploração agrícola nesta região”.

Com a apresente campanha de rega em fase final, afirma que existe “uma boa produção no terreno, e que a água chega e sobra”. Contudo, aponta a necessidade urgente de chover para assegurar a próxima. Mostrando-se confiante, aponta que caso tal não verifique, a solução passa pelo racionamento da água, e “equacionar as necessidades das culturas instaladas”, medida já tomada no passado.

O tomate “foi a principal cultura no arranque, mas neste momento há culturas do amendoal, no nogal, do olival, do milho, que estão a aparecer e a crescer também” sendo que o amendoal e o nogal consomem mais água, aponta.

Mais aponta, que “os agricultores estão a fazer a sua parte” investindo e surgindo no setor agrícola “bem modernizados e a produzir”, contudo, não existe água armazenada que confira segurança para os próximos anos.

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