O Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFNC) emitiu já cerca de 800 licenças de caça no âmbito da nova época venatória na Região Autónoma da Madeira, que começou na terça-feira e decorre até meados de dezembro.
Em comunicado, o IFNC refere que no primeiro dia da época venatória foram fiscalizados 102 caçadores sem registo de contraordenações ou acidentes, realçando que a ilha do Porto Santo concentrou a maior afluência, num cenário favorecido pela evolução das populações de perdiz-vermelha e coelho-bravo, duas das principais espécies cinegéticas do arquipélago.
Na Madeira, a maior afluência de caçadores foi registada na freguesia da Quinta Grande, no concelho de Câmara de Lobos, zona oeste, tendo também o Paul da Serra, no interior da ilha, registado uma presença significativa.
O IFNC sublinha que dispõe de centros de reprodução de coelho-bravo nas duas ilhas para apoiar a gestão da espécie e permitir, sempre que necessário, a realização de repovoamentos em zonas florestais.
A perdiz-vermelha é também abrangida por uma estratégia de reprodução e repovoamento, sendo que o instituto dispõe de um centro de reprodução para reforçar as principais zonas cinegéticas da Madeira.
“Estas ações de reprodução e repovoamento integram uma abordagem de gestão que procura acompanhar a evolução das espécies e intervir sempre que necessário, conciliando a atividade cinegética com a conservação dos recursos naturais”, refere o comunicado.
O IFNC, organismo tutelado pela Secretaria Regional de Turismo, Ambiente e Cultura, considera que a evolução das populações de coelho-bravo e perdiz-vermelha, associada ao trabalho de reprodução, repovoamento e fiscalização constitui um dos pilares da gestão da caça na região.
A atividade cinegética prossegue na próxima quinta-feira, dando continuidade ao calendário definido para a época na Região Autónoma da Madeira, que decorre de forma faseada até 20 de dezembro.













































