O ministro da Defesa Nacional afirmou hoje que os terrenos onde deflagrou um incêndio em Oeiras não são do Ministério da Defesa desde 2023, em resposta às críticas do autarca que culpa o Estado de descuido.
«Os terrenos em causa foram entregues por 75 anos [ao Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU)], em 2023, governava António Costa na qualidade de primeiro-ministro e, portanto, neste momento, a Defesa não pode sobre eles fazer coisa nenhuma», respondeu assim Nuno Melo às declarações do presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, que acusou o Estado de deixar os terrenos ao abandono.
O ministro disse ainda que o Governo «está a investir muito na defesa nacional», pelo que, «se for caso disso», a Defesa «recebe de volta esses terrenos».
«Teríamos muito o que lá fazer. Acontece que, de momento, não os podemos utilizar, infelizmente», continuou Nuno Melo, em declarações aos jornalistas desde a capital da Estónia, Talin, onde se encontra numa visita oficial.
Isaltino Morais tinha dito hoje à tarde que o incêndio em Linda-a-Velha tinha deflagrado em terrenos detidos pelo Ministério da Defesa.
O autarca adiantou que, à semelhança dos terrenos que arderam, muitos outros também não eram cuidados pelo Estado.
Acrescentou ainda que tinha sido a Câmara de Oeiras a «substituir-se ao Estado» na prevenção daquelas áreas.
Face a estas declarações, o ministro da Defesa Nacional não quis comentar sobre se as mesmas tinham sido feitas em “má-fé”, sublinhando que a sua única preocupação era que as pessoas tivessem «avaliações informadas».
«É importante que os portugueses saibam que estes terrenos foram entregues em 2023, ainda não era eu sequer Ministro da Defesa, num governo socialista de António Costa», acrescentou.












































