2019 foi um dos três anos mais quentes e a última década a mais quente desde que há registo

2019 foi um dos três anos mais quentes e a última década a mais quente desde que há registo

O Relatório sobre o Estado do Clima em 2019 foi divulgado na passada quarta-feira no site do National Centers for Environmental Information e resulta da colaboração de 520 cientistas de 60 países.

O relatório concluiu que, olhando para a situação climática do ano passado, o clima global continua a mudar a um ritmo muito acelerado, e que os principais responsáveis são os gases de efeito de estufa. Citado pela CNN, Robert Dunn, um dos autores do estudo, afirma que “uma série de eventos extremos, como incêndios florestais, ondas de calor e secas, têm pelo menos parte de sua origem ligada ao aumento da temperatura global. E, claro, o aumento da temperatura global está ligado a outro indicador climático: o aumento contínuo das emissões de gases de efeito estufa, nomeadamente o dióxido de carbono, óxido nitroso e metano “. A concentração atmosférica global média anual de CO 2 foi de 409,8 partes por milhão (ppm), 2,5 ppm maior do que os valores de 2018. Este valores foram os mais elevados dos últimos 60 anos.

A análise indica que o ano de 2019 foi um dos mais quentes já registados no planeta Terra. “A temperatura média global é talvez o indicador climático mais simples para visualizar as mudanças que ocorrem em nosso clima. 2019 foi um dos três anos mais quentes no registo histórico que remonta a 1850”, disse Dunn.

As alterações climáticas fazem-se sentir a todos os níveis um pouco por todo o mundo. Vários países na África, Europa, Ásia, Austrália e Caraíbas relataram altas temperaturas recordes no ano passado. Também as ondas de calor intensas, que mataram milhares de pessoas, contribuíram para a escassez de água na Índia, por exemplo. Já os incêndios florestais de grandes dimensões que assolaram a Austrália, também contribuíram para o fenómeno.

Já nos oceanos, as elevadas temperaturas continuam a reduzir as quantidades de gelo marinho a uma velocidade alarmante. Um bom exemplo é o caso da Gronelândia. É a segunda maior superfície terrestre do mundo coberta de gelo e, no ano passado, ultrapassou os recordes de perda de gelo. Os cientistas descobriram que, só em julho do ano passado, a superfície da Gronelândia perdeu cerca de 197 biliões de toneladas de gelo, o equivalente a 80 milhões de piscinas olímpicas.

As principais causas do aumento do nível do mar são o degelo e as elevadas temperaturas dos oceanos. O estudo relata que no ano passado o nível do mar subiu pelo oitavo ano consecutivo e atingiu um recorde nos últimos 27 anos desde o início da recolha de dados de satélite, tendo-se verificado uma subida de cerca de 88 milímetros desde 1993.

Os cientistas alertam para o facto de que devemos controlar os impactos das alterações climáticas ao reduzir as emissões de gases de efeito de estufa, desenvolver tecnologias amigas do ambiente e implementar políticas ambientais eficazes.

O artigo foi publicado originalmente em Visão.

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