Webinar: A sustentabilidade da produção hortícola e a cultura da batata-doce – Maria Elvira Ferreira e Paulo Brito da Luz (INIAV) – 3 de novembro

Webinar: A sustentabilidade da produção hortícola e a cultura da batata-doce – Maria Elvira Ferreira e Paulo Brito da Luz (INIAV) – 3 de novembro

Ciclo de Conferências IEAAM «Sustentabilidade do Homem no Planeta Terra que Magalhães circum-navegou». Parte III. Desafios para um futuro sustentável

O acesso é livre, mas sujeito a inscrição prévia através deste formulário.

Os dados de acesso e toda a informação pertinente ao ciclo e às conferências serão disponibilizados posteriormente por e-mail.

As inscrições são abertas ao público-geral.

03 de Novembro – 18 horas

A sustentabilidade da produção hortícola e a cultura da batata-doce

Maria Elvira Ferreira e Paulo Brito da Luz

Num panorama global observam-se importantes riscos ao nível da “segurança alimentar”, da “produtividade dos recursos” e da “sustentabilidade dos ecossistemas”, face ao crescimento populacional e às alterações climáticas. A intensificação e o desenvolvimento agrícolas envolvem critérios de sustentabilidade e racionalidade, cuja eficácia resulta de “soluções de compromisso” entre objetivos de base ambiental, tecnológica e socioeconómica (trade-offs). Os balanços “naturais” (e.g. hidrológico e de nutrientes) tendem a ser insuficientes para as necessidades das culturas, pelo que as práticas de regadio e de fertilização, adequadas às condições locais, contribuem para que um projeto agrícola potencie os designados “serviços dos ecossistemas” (e.g. produção, regulação, sociais), em contraste com a possibilidade de conduzir a processos de degradação. As questões de competitividade e sustentabilidade são analisadas ao nível de indicadores das práticas agrícolas e do impacto de determinados fatores agroambientais, sociais e económicos específicos, através de inquéritos e de avaliações de campo e/ou laboratoriais.

A planta da batata-doce é originária da América Central, tendo sido trazida para a Europa por Cristóvão Colombo (finais do séc. XV) e mais tarde foram os espanhóis e os portuguesas que a levaram para África e para a Ásia. A batata-doce faz parte da dieta alimentar dos seres humanos desde há milénios, e atualmente, devido às suas características organoléticas e nutricionais, verifica-se uma tendência crescente para o seu consumo, a nível mundial.

Para a reconversão e a intensificação dos sistemas produtivos de batata-doce, tendo em vista a sustentabilidade e a competitividade da atividade agrícola, devem ser seguidas Boas Práticas Agrícolas durante todo o ciclo cultural e também na conservação, envolvendo ainda estratégias de economia circular, nomeadamente, quanto ao aproveitamento de resíduos.

Notas biográficas

Maria Elvira Ferreira é Licenciada em Agronomia e Doutora em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa (ISA/UL). É Investigadora da Unidade de Sistemas Agrários e Florestais e Sanidade Vegetal, do Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P.), em Oeiras, sendo Responsável pela área dos Sistemas Agrários. Tem dedicado a sua atividade ao estudo das tecnologias de produção de culturas hortícolas, através de projetos de investigação, desenvolvimento experimental, demonstração e inovação na área das culturas hortícolas e das plantas aromáticas e medicinais (PAM). Atualmente lidera um projeto de inovação e transferência de conhecimento sobre batata-doce. É autora e coautora de artigos científicos e de divulgação e de capítulos de livros, nacionais e internacionais, sobre culturas hortícolas. De 2009 a 2014, foi Presidente da Direção da Associação Portuguesa de Horticultura (APH).

Paulo Brito da Luz é Licenciado em Agronomia pelo Instituto Superior de Agronomia (UL) e Mestre em Hidráulica e Recursos Hídricos pelo Instituto Superior Técnico (UL). É Investigador da Unidade de Sistemas Agrários e Florestais e Sanidade Vegetal, do Instituto Nacional de  Investigação Agrária e Veterinária (INIAV, I.P.), em Oeiras. As atividades científicas e técnicas envolvem, sobretudo, os recursos hídricos e a rega, no contexto de áreas de investigação ligadas à agricultura extensiva e urbana, à horticultura, à climatologia, à sustentabilidade dos recursos naturais e à economia rural. Tem prática nas abordagens metodológicas com inquéritos,  sistemas de indicadores e de apoio à decisão. Tem igualmente experiência de lecionar em cursos universitários e de formação profissional. É autor e coautor de artigos científicos e de divulgação e de capítulos de livros, nacionais e internacionais, com particular destaque para temáticas agroambientais.

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