UE: Insecticidas com clorpirifos proibidos já a 1 de Fevereiro de 2020

A Comissão Europeia adoptou hoje, 10 de Janeiro, o fim da aprovação para o mercado europeu de pesticidas com as substâncias activas clorpirifos e clorpirifos-metil na sequência da confirmação, pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA), de efeitos nocivos para a saúde humana, especialmente genotoxicidade e efeitos neurotóxicos.

Os pesticidas com aquelas substâncias activas usadas em insecticidas para o combate a pragas e doenças de culturas do Sul da União Europeia, são proibidos já no dia 1 de Fevereiro de 2020.

CAP contra

Relembre-se que já em Outubro de 2019, a CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal se mostrava contra esta possível decisão, umas vez que “esta substância activa é “da maior importância em culturas como os citrinos, a pêra Rocha, as macieiras e a vinha, para além de ser fundamental no combate a pragas de quarentena como o Scaphoideus titanus (Flavescência dourada) em vinha, a Trioza erytreae (Psila africana) em citrinos e Halyomorpha halys (Percevejo asiático) em pomóideas”.

A Comissária Europeia responsável pela Saúde e Segurança Alimentar, Stella Kyriakides , sublinhou que “proteger os cidadãos de produtos químicos perigosos é uma prioridade do meu mandato e do Pacto Verde para a Europa. A Comissão não hesitará em proibir qualquer pesticida para o qual tenha sido demonstrado um impacto perigoso na saúde. Peço agora aos Estados-membros que retirem de seus mercados nacionais os produtos que contêm essas duas substâncias”.

Os regulamentos serão publicados no Jornal Oficial nos próximos dias.

DGAV alerta para perigo para as abelhas

Segundo a DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, os insecticidas com a substância activa clorpirifos-metilo, actuam por contacto, ingestão e fumigação. E acrescenta que é “muito perigoso para abelhas; não aplicar na época de floração. Extremamente perigoso para organismos aquáticos. Não aplicar em terrenos agrícolas adjacentes a cursos de água”.

Agricultura e Mar Actual

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O artigo foi publicado originalmente em Agricultura e Mar.

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