Temperatura sobe ligeiramente e há risco máximo de incêndio em 18 concelhos

Temperatura sobe ligeiramente e há risco máximo de incêndio em 18 concelhos

O fim-de-semana começa com uma pequena subida da temperatura máxima nas regiões do interior Norte e Centro, com os termómetros a chegarem aos 35 graus em Castelo Branco, segundo as previsões para esta sexta-feira do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Já a temperatura mínima não deverá descer abaixo dos 12ºC (Viseu). Está ainda prevista nebulosidade matinal para o litoral oeste e Alentejo e vento por vezes forte nas terras altas.

Esta sexta-feira, de acordo com o IPMA, estão em risco máximo de incêndio os municípios de Tarouca (Viseu), Guarda e Figueira de Castelo Rodrigo (Guarda), Covilhã, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei e Proença-a-Nova (Castelo Branco), Nisa e Gavião (Portalegre), Mação, Sardoal e Abrantes (Santarém) e Faro, Loulé, São Brás de Alportel, Tavira, Alcoutim e Castro Marim (Faro).

O IPMA colocou ainda em risco muito elevado cerca de uma centena de concelhos do interior Centro e Norte e da região Sul e em risco elevado outros tantos municípios do interior Norte e Centro do país, alguns do litoral Centro e toda a região do Alentejo, num dia em que se prevê vento por vezes forte nas terras altas.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo, sendo o elevado o terceiro nível mais grave. Os cálculos para este risco são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Na quinta-feira, a Protecção Civil prolongou o estado especial de alerta amarelo até segunda-feira devido à continuação de condições meteorológicas favoráveis ao risco de incêndio rural e anunciou o reforço de meios e da vigilância aérea e terrestre. Os avisos da Protecção Civil são, por ordem crescente de gravidade, azul, amarelo, laranja e vermelho.

A informação foi prestada aos jornalistas pelo comandante adjunto operacional da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil Pedro Nunes, que justificou a decisão de prolongar o estado de alerta amarelo com questões meteorológicas (vento e baixa humidade do ar) e com o facto de Agosto ser o mês em que há mais afluxo de pessoas para o interior do país, o que aumenta o risco de ignições em meio rural.

Embora não se esperem temperaturas extremas até segunda-feira, prevê-se a manutenção das condições meteorológicas observadas nos últimos dias, num quadro de vento moderado a forte, quer diurno quer nocturno, e humidade relativa baixa em toda a região sul do vale do Tejo e no interior norte, com especial incidência nos distritos de Castelo Branco e Guarda.

Para enfrentar estes factores críticos, a Protecção Civil vai aumentar a vigilância aérea e terrestre, com recurso aos aviões de observação e vigilância que integram o dispositivo de combate a incêndios florestais, havendo ainda a intenção de recorrer aos drones da Força Aérea para cumprir a missão em causa.

Na vigilância terrestre a vigilância vai ser reforçada com meios da GNR e da Força Aérea, antevendo-se mais “patrulhas espalhadas pelo território nacional”, com maior incidência no interior do país. No total, haverá um reforço de 100 efectivos.

Segundo a Protecção Civil, o estado de alerta vai vigorar nos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Évora, Beja e Faro.

Radiação UV

O território do continente, a região autónoma da Madeira e as ilhas das Flores e Faial, nos Açores, estão também esta sexta-feira em risco muito elevado de exposição à radiação ultravioleta (UV). Segundo o IPMA, no arquipélago dos Açores está em risco elevado de exposição à radiação UV a ilha da Terceira e em risco moderado a de São Miguel.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo). O cálculo é feito com base nos valores observados às 13h em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O artigo foi publicado originalmente em Público.

Comente este artigo
Anterior Indústria do tomate estima prejuízo diário de 4 milhões de euros com greve dos motoristas
Próximo O admirável mundo novo do amendoal

Artigos relacionados

Últimas

Qual o papel da água no desenvolvimento rural e planeamento do território?

É já nos próximos dias 6 e 7 de novembro que a Fenareg e a Associação de Beneficiários do Mira realizam, […]

Cotações ES

Comienza la campaña de melocotones de Calanda con precios mas bajos que el año pasado


Esta semana han aparecido las primeras cotizaciones de los melocotones D.O. Calanda Bajo Aragón de categoría extra en la Lonja del Ebro, […]

Últimas

Vinhos de Portugal: como uma boa história vende um bom vinho

As pessoas querem ouvir e os produtores não se cansam de contar. Cada um tem a sua história e o público que encheu o Vinhos de Portugal no Rio de Janeiro (de 31 de Maio a 2 de Junho) e depois em São Paulo (de 7 a 9 de Junho) estava ali mesmo para as ouvir e perceber o que é […]