Subida do preço de carne de porco mantém inflação na China no nível mais alto em sete anos

Subida do preço de carne de porco mantém inflação na China no nível mais alto em sete anos

A subida do preço da carne de porco, em dezembro, manteve a inflação na China ao nível mais alto em sete anos, apesar dos esforços para reduzir a escassez causada por um surto de peste suína.

O preço da carne de porco, a principal fonte de proteína animal na cozinha chinesa, quase duplicou, e puxou a inflação em todo o setor alimentar, agravando os efeitos da desaceleração da economia chinesa e de uma prolongada guerra comercial com os Estados Unidos.

O preço da carne de porco subiu 97%, em relação ao mesmo mês do ano passado, apesar do aumento das importações e da colocação no mercado pelas autoridades de dezenas de milhares de toneladas de carne suína que mantêm em reserva.

Os preços dos alimentos subiram, no conjunto, 17,4%, fixando a inflação em 4,5%, acima da meta oficial definida pelo Partido Comunista Chinês, de 3%, no maior aumento desde 2012.

A China produz e consome dois terços da carne suína do mundo, mas o país teve que abater milhões de porcos, após um surto de peste suína que se espalhou por todo o continente chinês, gerando também efeitos inflacionários no resto do mundo, à medida que os importadores chineses compram mais na Europa, Estados Unidos ou Brasil.

Em outubro passado, o Departamento de Agricultura dos EUA previu que a produção de carne suína da China em 2020 cairá 25%, em relação ao ano anterior. A diferença, de 12 milhões de toneladas, seria equivalente a quase toda a produção anual nos EUA.

O fenómeno tem beneficiado também os produtores portugueses.

“É uma loucura total: eu arrisco-me a dizer que, para 2020, já tenho os porcos todos vendidos”, disse à agência Lusa, em outubro passado, o diretor comercial do matadouro português Maporal, Marco Henriques.

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