Soluções rentáveis para as faixas de proteção

Soluções rentáveis para as faixas de proteção

A Novafloresta promove a substituição de espécies para incentivar a manutenção das faixas de gestão de combustíveis exigida por lei.

Os trabalhos de silvicultura da Novafloresta são, por esta altura do ano, dedicados em grande parte à limpeza das faixas de gestão de combustíveis, cuja determinação legal obriga à sua execução antes da chegada do verão e da ameaça do risco de incêndios.

“Depois de 2017 faz-se muito mais trabalho de limpeza florestal à volta das casas e dos aglomerados populacionais, porque as pessoas tomaram mais consciência de que os fogos estão mais perigosos. Até os municípios, que já tinham a obrigação de fazer as faixas de rede secundária, passaram a fazer o triplo nas ações de manutenção destas áreas”, afirma Pedro Capela, gestor daquela empresa, que opera na região de Oleiros.

A gestão de combustíveis consiste em retirar o máximo de matéria vegetal (que alimenta o fogo) de um determinado sítio – numa faixa à beira de uma estrada ou junto a casas – para, desta forma, reduzir ou anular a combustão, que pode resultar em incêndios devastadores. “O objetivo desta gestão é barrar o fogo para as nossas casas, propriedades e floresta”, sublinha Pedro Capela.

Substituir a paisagem

A limpeza das faixas de terreno que circundam casas e outras edificações passa pelo destroçamento dos matos e pela redução do número de árvores ao abrigo da legislação. Mas em Oleiros, a Novafloresta desenvolve uma solução que, cumprindo as imposições legais, tem permitido “emendar” os defeitos da lei. “O ideal não é tirar a paisagem, mas sim transformar a paisagem, com a plantação de medronheiros, sobreiros, castanheiros, oliveiras”, afirma Pedro Capela.

“Limpar os terrenos representa um custo e é desmotivador para o proprietário. Mas se conseguir tirar algum rendimento da floresta, já vai cuidá-la”, afirma Pedro Capela.

“Nestas faixas, como as árvores (pinheiro ou eucalipto) têm de estar à distância de 10 metros umas das outras, não só arriscam cair por força do vento, por estarem mais isoladas, como também entrará mais luz no solo, o que fará desenvolver ainda mais os matos e as silvas. As pessoas vão ter de andar sempre a limpar, com os custos que isso acarreta”, acrescenta.

Manutenção mais simples e barata

Nas faixas onde é feita uma plantação devidamente alinhada de espécies florestais, “a manutenção futura torna-se mais simples e barata”, diz o engenheiro florestal. Em Vale de Ouzanda, a Novafloresta instalou uma área de medronheiro, junto do aglomerado de casas, que parou um dos incêndios que assolou a zona de Oleiros, no último verão. “Além disso, a nova paisagem pode representar um rendimento para o proprietário, como é o caso do medronheiro, fruto que serve para fazer aguardente e destilados de medronho.”

A gestão de combustíveis salvaguarda as pessoas, os bens e a floresta da ameaça dos incêndios, tornando-a mais segura e produtiva. “Todos os anos o proprietário vai gastar 300, 400 ou 500 euros só para limpar a faixa de pinhal que ficou junto às casas, e ninguém quer ter um terreno que só representa um custo. Limpar só por limpar é desmotivador para as pessoas, mas se houver uma espécie que produz algum rendimento já vão cuidá-la”, remata Pedro Capela.

O artigo foi publicado originalmente em Produtores Florestais.

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