SIAZ – Sistema de Informação do Azeite e Azeitona de Mesa

Objetivos

A fileira oleícola é uma fileira estratégica na política agrícola e na economia portuguesas.

No quadro do fim do regime de apoios ligados à produção, um dos aspetos mais sensíveis para a regulação do setor oleícola e uma das maiores preocupações é a transparência do mercado, que era assegurada pelos mecanismos de comunicação de informação associados ao próprio sistema de ajudas.

O crescimento do setor oleícola português, o reforço da profissionalização dos operadores e o investimento privado realizado, levam a que seja indispensável ter informação que reflita, com fiabilidade e em tempo útil, a realidade do setor e dos seus agentes económicos, de modo a fazer face a exigências de análise de mercado, cada vez mais rigorosas e oportunas.

A informação deverá ainda permitir o cumprimento das responsabilidades de Portugal, enquanto país de relevo e com interesses crescentes no panorama oleícola mundial, no que respeita ao fornecimento de informação a organismos internacionais, como seja a Comissão Europeia e o Conselho Oleícola Internacional (COI).

Neste quadro, o SIAZ – Sistema de Informação do Azeite e Azeitona de Mesa – visa disponibilizar informação sobre o setor oleícola, produzida quer pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), quer por outras entidades.

Inquéritos aos Lagares de Azeite e aos Industriais de Azeitona de Mesa

Apresentação

O Reg. (CE) n.º 826/2008, da Comissão Europeia, de 20 de agosto, relativo ao regime de ajuda à armazenagem privada de produtos agrícolas, estabelece, no seu Anexo III, a obrigação de cada Estado-Membro comunicar mensalmente à Comissão Europeia estimativas da produção mensal de azeite em cada campanha.

Em Portugal, cabe ao Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), do Ministério da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural (MAFDR), apurar e comunicar essa informação à Comissão Europeia.

Com esse objetivo, o GPP lançou em 2010 dois inquéritos, de periocidade anual:

  • Inquérito mensal aos lagares de azeite
  • Inquérito aos industriais de azeitona de mesa

A seleção dos lagares de azeite a inquirir em cada campanha é da responsabilidade da Direção de Serviços de Estatística (DSE), do GPP, e conta com a colaboração do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Anualmente são selecionados para inquirição os lagares com maior volume médio de produção nas três campanhas imediatamente anteriores à campanha em observação e cujo volume agregado de produção representou 90% do volume total nacional, dados do Inquérito à Produção de Azeite, do INE.

São ainda inquiridos lagares que tenham iniciado atividade na campanha em observação e registem elevada capacidade de laboração.

Os lagares de azeite inquiridos são convidados a fornecer dados sobre as quantidades de azeitona laborada e de azeite extraído nos meses de outubro, novembro, dezembro e janeiro, da campanha em observação.

A identificação e seleção dos industriais de azeitona de mesa a inquirir é da responsabilidade da DSE, do GPP, que, para o efeito, cruza várias fontes de informação.

Os industriais de azeitona de mesa selecionados são convidados a fornecer dados sobre as quantidades de azeitona (matéria-prima) rececionada no período de setembro a dezembro, da campanha em observação.

Os resultados apurados dos dois inquéritos são divulgados anualmente no site do GPP.

Contactos

Direção de Serviços de Estatística (DSE) do GPP: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. ou Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Campanha 2018-2019

SIAZ – AZEITE: Resultados 2018-2019 

Em ano de contrassafra e com condições meteorológicas adversas (2018), os resultados do inquérito dão-nos uma quebra de 30% na produção de azeite na campanha 2018-2019, relativamente à campanha anterior. 

Apesar disto, a produção é superior em 4% à produção média das últimas quatro campanhas.

Esta quebra acentuada resultou da quebra de 15% na quantidade de azeitona laborada, conjugada com a quebra de 17% no rendimento da azeitona.

Recorde-se que na campanha 2017-2018 tinha sido atingido um máximo histórico de produção.

AzeitExtraidReg2018 2019

AzeitExtraidMes2018 2019

AzeitExtraid6Campanhas2018 2019

AzeitonaLaborad6Campanhas2018 2019

RendimAzeitonaLabor6Campanhas2018 2019

LagarExistAzeitAzeitonaLaborad2018 2019

LagarAzeitExtraid6Campanhas2018 2019

AzeitonaLaboradRendim6Campanhas2018 2019

ExistAzeitAzeitonaLaborad2018 2019

ExistAzeitAzeitonaLaboradTempLabor2018 2019

SIAZ – Inquérito aos Industriais de Azeitona de Mesa

  • No ano de 2017, tinha sido atingido um volume máximo histórico na produção de azeitona em Portugal.
  • O ano de 2018, além de ser ano de contrassafra, registou condições meteorológicas adversas para a produção de azeitona.
  • Considerando que 10% da azeitona colhida para conserva não entrou na indústria, mas foi autoconsumida ou conservada artesanalmente, estimamos que, em 2018, o volume total de azeitona colhida para conserva nos olivais portugueses caiu 12%, em relação a 2017, rondando as 22 mil toneladas.

 Azeitonarececionada

evolucaoazeitona 2018 2019

Campanha 2017-2018 

Inquérito aos lagares de azeite

O inquérito aos lagares de azeite na campanha de produção 2017-2018 cobriu uma amostra de 141 lagares  [1] que, nas últimas campanhas, representaram 90% da produção total nacional deste produto. Os resultados apresentados reportam-se a 137 lagares que responderam ao inquérito.

Extrapolando o volume de azeite extraído pelos 137 lagares para a totalidade dos lagares em laboração no país, estimamos que, na campanha 2017-2018, o volume de produção nacional de azeite se situe entre 125 mil e 130 mil toneladas.  

Para o atingir deste volume de produção, contribuiu a conjugação dos seguintes fatores: 

  1. O ano de 2017 foi ano de safra
  2. A seca meteorológica, que se prolongou ao longo de todo o ciclo de desenvolvimento vegetativo dos olivais, reduziu em extremo a ocorrência de pragas e de problemas fitossanitários
  3. O olival de sequeiro está bem adaptado à escassez de água
  4. Aumentou a área de olival intensivo e superintensivo em produção, nomeadamente na região Alentejo (olival de regadio)
  5. Aumentou a quantidade total de azeitona colhida e laborada nos lagares
  6. A seca meteorológica, já referida, proporcionou a redução do teor de água nas azeitonas e o aumento do teor de gordura nas mesmas
  7. O rendimento médio das azeitonas oleificadas foi elevado (16,2%) e significativamente superior aos rendimentos das últimas campanhas 

Os resultados deste inquérito mostram que o peso da região Alentejo na produção nacional de azeite subiu de 75%, na campanha 2016-2017, para 78%, na campanha 2017-2018. Em contrapartida, o peso da região Norte desceu de 15,5% para 11%.


 [1] O número de lagares inquiridos tem vindo a diminuir ao longo dos anos, acompanhando a redução dos lagares em atividade e a concentração da produção em lagares mais modernos e com maior capacidade de laboração. 

Azeite regiao

Azeite extraido mes

5 ultimas campanhas

Azeitona 5 campanhas

Rendimento 5 campanhas

 

Resultados reg totais

 

Evolucao

 

Evolucao azeitona

Existencias iniciais

 

Resultados mensais totais

 

Inquérito aos Industriais de Azeitona de Mesa

Considerando que 10% da azeitona para conserva colhida não chegou à indústria, mas foi autoconsumida ou conservada artesanalmente, estimamos que, em 2017, o volume total de azeitona colhida para conserva nos olivais portugueses foi de 25,2 mil toneladas.

Azeitona rececionada

 

Azeitona recionada evolucao

 

Campanha 2016-2017

  1. Apresentação dos resultados
  2. Azeite extraído por região
  3. Azeite extraído por mês
  4. Lagares, existências iniciais de azeite, azeite extraído e azeitona laborada: resultados regionais e totais
  5. Lagares, azeite extraído: evolução
  6. Azeitona laborada e rendimento médio: evolução
  7. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração por região 
  8. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração por mês
  9. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada
  10. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada: evolução

Campanha 2015-2016

  1. Apresentação dos resultados
  2. Azeite extraído por região
  3. Azeite extraído por mês
  4. Lagares, existências iniciais de azeite, azeite extraído e azeitona laborada: resultados regionais e totais
  5. Lagares, azeite extraído, azeitona laborada e rendimento médio: evolução
  6. Lagares, capacidade de laboração, laboração efetiva e tempo de laboração: resultados regionais e totais
  7. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração: resultados mensais e totais
  8. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada
  9. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada: evolução

Campanha 2014-2015

  1. Apresentação dos resultados
  2. Azeite extraído por região (gráfico)
  3. Azeite extraído por mês (gráfico)
  4. Lagares, existências iniciais de azeite, azeite extraído e azeitona laborada: resultados regionais e totais
  5. Lagares, azeite extraído, azeitona laborada e rendimento médio: comparação com a campanha anterior
  6. Lagares, capacidade de laboração, laboração efetiva e tempo de laboração: resultados regionais e totais
  7. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração: resultados mensais e totais
  8. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada
  9. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada: comparação das últimas três campanhas

Campanha 2013-2014

  1. Apresentação dos resultados
  2. Lagares, existências iniciais de azeite, azeite extraído e azeitona laborada: resultados regionais e totais
  3. Distribuição regional do azeite extraído (gráfico)
  4. Lagares, azeite extraído, azeitona laborada e rendimento médio: comparação com a campanha 2012-2013
  5. Lagares, capacidade de laboração, laboração efetiva e tempo de laboração: resultados regionais e totais
  6. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração: resultados mensais e totais
  7. Distribuição mensal do azeite extraído (gráfico)
  8. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada
  9. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada: comparação com a campanha 2012-2013

Campanha 2012-2013

  1. Lagares, existências iniciais de azeite, azeite extraído e azeitona laborada: total e regional
  2. Lagares, capacidade de laboração, laboração efetiva e tempo de laboração: total e regional
  3. Existências iniciais de azeite, azeite extraído, azeitona laborada e tempo de laboração: total e mensal
  4. Azeite extraído: regional e mensal (gráficos)
  5. Azeitona laborada e azeite extraído – Evolução
  6. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada
  7. Industriais de azeitona de mesa e azeitona rececionada: evolução

Campanha 2011-2012

  1. Azeitona laborada, azeite extraído e tempo de laboração dos lagares, por mês
  2. Azeitona laborada e azeite extraído pelos lagares, por região
  3. Capacidade e tempo de laboração dos lagares, por região
  4. Azeite extraído por região e por mês (gráficos)
  5. Azeitona rececionada pelos industriais de azeitona de mesa

Campanha 2010-2011

  1. Azeitona laborada, azeite extraído e tempo de laboração dos lagares, por mês
  2. Azeite extraído por mês (gráfico)
  3. Azeitona laborada e azeite extraído pelos lagares, por região
  4. Azeite extraído por região (gráfico)
  5. Capacidade e tempo de laboração dos lagares, por região
  6. Azeitona rececionada pelos industriais de azeitona de mesa

Conceitos

Azeite: azeite obtido da azeitona, exclusivamente por processos mecânicos/físicos, em condições que não provoquem a sua alteração, nomeadamente, baixas temperaturas; inclui os 3 tipos de azeite virgem: virgem extra, virgem e virgem lampante

Azeitona laborada: azeitona triturada pelo lagar no período de referência

Azeite extraído: azeite extraído a partir da azeitona laborada pelo lagar no período de referência

Rendimento médio: azeite extraído (kg) / azeitona laborada (kg) x 100

Capacidade de laboração: quantidade máxima de azeitona triturável por hora, pelo lagar

Laboração efetiva: azeitona laborada (kg) / horas de laboração, no período de referência

Azeitona rececionada: quantidade de azeitona (matéria-prima) rececionada pelo estabelecimento industrial no período de referência e destinada a ser transformada em azeitona de mesa.

Outras Estatísticas sobre o Setor Oleícola

 

Estruturais

  • Área de Olival, por Finalidade do Olival e por Regiões NUTS2001   Estruturais 2016 1

  • Área de Olival, por Classes de Área e por Regiões NUTS2001 e Regiões Agrárias

Estruturais 2016 2

  • Explorações Agrícolas com Olival, por Finalidade do Olival e por Regiões NUTS2001

Estruturais2016 3

  • Explorações Agrícolas com Olival, por Classes de Área de Olival e por Regiões NUTS2001 e Região Agrária

Estruturais2016 4

  • Área de Olival de Regadio, por Finalidade do Olival e por Regiões NUTS2001

Estruturais2016 5

  • Explorações Agrícolas Especializadas em Olivicultura e respetiva SAU, por Regiões NUTS2001 e Região Agrária

Estruturais2016 6

Conjunturais – INDICADORES SIAZ Conjunturais Indicadores jun2018

 

Página do Sistema de Informação de Mercados Agrícolas (SIMA) 

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O artigo foi publicado originalmente em GPP.

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