Setor agrícola em Santa Maria tem feito um percurso de crescimento sustentável

Setor agrícola em Santa Maria tem feito um percurso de crescimento sustentável

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje que o setor agrícola na ilha de Santa Maria tem feito um percurso de crescimento sustentável, conforme demonstram os dados estatísticos, fruto da aposta que os agricultores têm feito e das políticas implementadas pelo Governo dos Açores.

“Entre 2016 e 2019 a produção de carne de bovino em Santa Maria cresceu 14% e quatro dos cinco projetos aprovados, no âmbito do PRORURAL+, de primeira instalação de jovens agricultores marienses são na área da bovinicultura de carne”, referiu João Ponte, que falava no final de uma reunião com a Direção da Associação Agrícola de Santa Maria.

O governante destacou ainda que, em 2019, registou-se o valor mais elevado de sempre no número de carcaças de bovinos exportadas, deixando ficar na ilha mais valias económicas, precisamente no ano em que o matadouro mariense foi certificado pela norma ISO 22.000, relativa à qualidade e segurança alimentar, o que potencia novas oportunidades de negócio numa ilha com grande vocação para a produção de animais de carne de excelência e boa genética.

No âmbito do POSEI, João Ponte frisou que foram feitas alterações muito importantes para o desenvolvimento do setor da carne, apontando o exemplo da isenção da redução do valor do prémio ao abate para os primeiros 20 animais de cada produtor, o que permitiu que 99% dos produtores marienses de carne de bovino recebessem a ajuda por inteiro.

“Se fomos capazes de fazer este trajeto em Santa Maria no setor da carne de bovino nos últimos anos, estamos confiantes que podemos continuar a fazer mais e melhor por um setor estratégico para a economia desta ilha”, considerou João Ponte, manifestando satisfação com a reativação da sala de desmancha, que está a ser explorada pela Cooperativa AgroMariense.

Na área da diversificação agrícola, destacou o trajeto na produção de meloa em Santa Maria, um produto com classificação IGP desde 2015, cuja qualidade garante o escoamento da produção, bem como a sua valorização.

João Ponte recordou o estímulo que o Governo dos Açores criou a esta produção, passando o valor da ajuda do POSEI a esta produção de 1.150 euros para 1.540 euros por hectare.

“Este é um trajeto que deve ser continuado, pelo potencial que existe na ilha, pela qualidade e pela notoriedade que esta produção já alcançou, sendo que o Governo dos Açores esteve, está e estará sempre disponível para continuar a apoiar os produtores, sobretudo neste ano em que se colocarão desafios acrescidos ao seu escoamento”, disse.

O governante considerou também positivo o facto de Santa Maria ter apresentado, pela primeira vez, oito candidaturas ao programa VITIS, que representam um investimento de 230 mil euros, tendo em vista a recuperação das vinhas tradicionais, recordando que o último aviso deste programa privilegiou precisamente projetos em ilhas como Terceira, Graciosa, São Jorge, Faial, São Miguel e Santa Maria, todas com potencial vitivinícola que merece ser mais aproveitado e desenvolvido.

O Secretário Regional destacou ainda o facto de o Governo dos Açores ter conseguido aprovar junto da Comissão Europeia uma alteração orçamental ao programa PRORURAL+ que permitiu um reforço orçamental da medida das Agroambientais, fazendo com que tenham sido renovados a 60% dos agricultores marienses os seus compromissos para manterem o regime extensivo das suas explorações em 2020.

“Todos estes indicadores são demonstrativos da dinâmica económica e do crescimento que o setor agrícola tem tido na atual legislatura, um percurso que importa prosseguir com afinco e determinação no futuro, dado o potencial existente e a capacidade produtiva”, afirmou João Ponte.

GaCS/RM

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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