Seca persistente e dura reclama apoios excepcionais

Seca persistente e dura reclama apoios excepcionais

CNA reafirma que são rotineiros e muito insuficientes os apoios destinados à Agricultura e uma vez mais divulgados pelo Ministério da Agricultura, a pretexto dos prejuízos provocados pela Seca persistente.

De facto, trata-se já de pura demagogia (concreta), o Ministro da Agricultura vir falar outra vez, e a “seco”, em proporcionar 400 milhões de Euros através da antecipação, aliás já rotineira, do pagamento (até 31 de Outubro) de 70% das Ajudas da PAC, sobretudo dentro do chamado regime de pagamento base. Além do mais, quem agora receber essas verbas “adiantadas” já não as virá a receber, mais à frente, dentro do prazo dito normal…

Portanto, na situação muito complicada que já se vive na Lavoura Nacional e perante as más perspectivas climáticas – falta de chuva e calor – para os próximos tempos, a CNA reafirma também que são necessários apoios públicos realmente excepcionais para acudir à calamidade da Seca, por exemplo e para o imediato:

— Medidas concretas para ajuda à compra ou ao abastecimento de alimentação animal nas pequenas e médias Explorações Pecuárias.

— A reposição do reembolso aos Agricultores pelo menos de parte do valor do consumo de Energia Eléctrica nas explorações agrícolas (e no Sector Cooperativo).

— A isenção (temporária) do pagamento de Taxas Hídricas.

— A criação de Linhas de Crédito Bonificado à Lavoura mas a longo prazo – a 20 anos – que as Linhas de Crédito a curto prazo (5 anos) acabam por servir mais a Banca e não tanto os Agricultores que a elas recorrem…

— A candidatura do nosso País ao “Fundo Europeu de Solidariedade” da UE, em especial para nele enquadrar apoios excepcionais, práticos, às pequenas e médias Explorações Familiares e para medidas estruturais de combate à erosão e à desflorestação.

No médio e longo prazos e prevendo-se que se vão manter as alterações climáticas e a falta de água:

— A atribuição de apoios excepcionais direccionados à produção de Sementes e a Culturas de espécies autóctones e tradicionais mais adaptadas à “falta” de Água.

— A dotação orçamental – em Orçamento de Estado — necessária para a criação sustentável e controlada de novos Regadios, particularmente em regiões mais carenciadas.

— Definição e financiamento de Medidas integradas para dar combate à erosão e à desertificação “naturais”, e também à desflorestação, de vastas regiões.

Comente este artigo
Anterior Homem morreu no Sabugal cercado pelas chamas que ateou
Próximo El Ministerio asume que deberá impulsar soluciones “estructurales” en el sector de fruta dulce

Artigos relacionados

Últimas

Debate da Reforma da Floresta chega ao fim com 600 contribuições escritas

[Fonte: Agricultura e Mar]
Terminado o período de discussão pública da Reforma da Floresta, em que o principal objectivo era divulgar as propostas do Governo e submetê-las à apreciação da sociedade civil para recolha de contributos, o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, […]

Últimas

APROLEP -Prevenir futuras crises no setor leiteiro da Europa!

Produtores de leite de toda a Europa reiteram a sua exigência na procura de um mecanismo de controlo do volume de leite, capaz de lidar de forma efetiva com situações de crise.
O presidente da APROLEP, Jorge Oliveira, participou na Assembleia Geral do European Milk Board (EMB) realizada a 22 e 23 de Novembro em Hoznayo (Espanha), […]

Sugeridas

Mais de 3 mil bombeiros combatem 90 incêndios em todo o país

[Fonte: Observador]
Um total de 90 incêndios florestais em Portugal Continental está a ser combatido por mais de 3 mil bombeiros este sábado. Os incêndios de maiores preocupações são em Abrantes, Cantanhede, Mealhada e Alvaiázere.
De acordo com o site da Proteção Civil, […]