Regantes apelam ao desagravamento dos custos da eletricidade no regadio e pedem apoios para uso de energias renováveis

Regantes apelam ao desagravamento dos custos da eletricidade no regadio e pedem apoios para uso de energias renováveis

A FENAREG reuniu ontem, 04 de Abril, com o Secretário de Estado da Energia, João Galamba, a quem apelou à implementação de medidas prioritárias de apoio à sustentabilidade energética do regadio, com vista a aumentar a produtividade económica da água. O Governo mostrou abertura para desencadear um conjunto de ações que respondam às necessidades dos regantes.

A FENAREG apelou a medidas para compensar o grave problema que se criou desde 2012, com o desaparecimento dos apoios à eletricidade verde, fundamentais num setor de atividade sazonal como é o da agricultura de regadio, que exige uma potência energética alta em época estival- Abril a Setembro -, mas não durante o resto do ano.

  1. Possibilidade de contratar duas potências elétricas diferentes ao longo de 12 meses ou, em alternativa, pagar pela potência real registada e não pela teórica contratada.
    Atualmente a potência contratada é cobrada aos agricultores durante todo o ano, quando na realidade o regadio só ocorre durante 6 meses por ano.
  2. Criação de um programa de apoio específico para substituição das fontes de energia convencionais por renováveis nas explorações de regadio. Com esta medida os regantes contribuirão para o cumprimento dos objetivos de redução das emissões de gases com efeito de estufa, já que o impacto ambiental das energias limpas é 30 vezes menor que o gerado pelas energias convencionais.
  3. Reforço de ações de eficiência energética, com programa específico de apoio para o setor do regadio, visando a melhoria do desempenho energético das instalações, através da avaliação de desempenho e substituição de equipamentos existentes por outros mais eficientes.
    «Após a reunião de ontem com o Secretário de Estado da Energia estamos otimistas quanto à possibilidade de os contratos sazonais de energia virem a ser implementados no setor do regadio, bem como a inclusão das restantes medidas no PNEC 2030, o Plano Nacional Integrado Energia e Clima», afirma José Núncio, presidente da FENAREG.

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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