Raças autóctones ameaçadas apoiadas com 81 ME nos últimos cinco anos – Governo

Raças autóctones ameaçadas apoiadas com 81 ME nos últimos cinco anos – Governo

As raças autóctones ameaçadas receberam, nos últimos cinco anos, cerca de 81 milhões de euros de apoios no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR), disse hoje a ministra da Agricultura Maria do Céu Antunes.

“Portugal tem uma enorme variedade das suas condições edafoclimáticas, que resulta numa acentuada diversidade de técnicas de agricultura. Diversidade que se reflete também nos nossos recursos genéticos animais e vegetais. Quanto aos animais, é representada por cerca de 50 raças autóctones reconhecidas, 15 de bovinos, 16 de ovinos, seis de caprinos, três de suínos, seis de equídeos, quatro de galináceos e 12 de canídeos”, especificou Maria do Céu Antunes.

A governante falava na sessão de encerramento da 2ª Edição das Jornadas de Inovação e Valorização das Raças Autóctones Portuguesas que decorreu, na quinta-feira e hoje, em formato ‘online’.

A organização desta iniciativa esteve a cargo do município do Fundão, em parceria com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária, Alpetratinia Cão Serra Estrela, Instituto Politécnico de Castelo Branco e a Ovibeira – Associação de Produtores Agropecuários.

“O PDR [Programa de desenvolvimento Rural], nos últimos cinco anos apoiou em cerca de 81 milhões de euros, a conservação das raças autóctones ameaçadas e a conservação e melhoramento dos recursos genéticos, apoios esses que pretendemos manter no próximo ciclo de investimento, bem como apostar na formação dos agricultores para potenciar as raças autóctones”, sustentou.

A ministra realçou ainda a importância da promoção, conservação, melhoramento e valorização dos recursos genéticos animais, como forma de “responder melhor às alterações climáticas e da sustentabilidade dos territórios”.

Maria do Céu Antunes disse ainda que no âmbito da reprogramação em curso do PDR 2020, para os dois anos que distam até ao início da implementação da próxima Política Agrícola Comum (PAC), “dispomos de 312 milhões de euros para o Continente e que vamos executar até 2025”.

“Deste montante, vamos colocar 140 milhões de euros para a prática da agricultura biológica e 172 milhões de euros para o desenvolvimento económico e social das zonas rurais”, afirmou.

Já sobre o recente lançamento de um aviso para instalação e prémio ao jovem agricultor em territórios de baixa densidade, a governante explicou que face ao sucesso da medida, vai duplicar esse valor.

“Lançámos este aviso com 10 milhões de euros, oito para investimento e dois para o prémio. A procura foi tanta que, neste momento, vamos duplicar o montante e vamos poder acolher mais 242 jovens agricultores para estes territórios [baixa densidade]”, disse.

A ministra da Agricultura sublinhou que a “grande adesão” dos jovens é um “bom sinal para aquilo que pretendemos que é a ocupação destes territórios e o rejuvenescimento do setor [agrícola].

“O Ministério da Agricultura está empenhado em apoiar o caminho de transição e de transformação onde não quer deixar ninguém para trás”, concluiu.

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