Projecto de integração social através da viticultura

Projecto de integração social através da viticultura

Germinar é um projecto que visa a integração social de jovens e adultos com dificuldade intelectual e de desenvolvimento, através da sua integração no trabalho em vinhas na zona de Valença. Pretende-se assim «promover o seu desenvolvimento pessoal, profissional e emocional, sempre em função das competências ajustadas a cada perfil de integração», refere um comunicado.

O projecto Germinar resulta de «um ano de intenso trabalho e criação de sinergias», tendo sido estabelecido, a 7 de Março, um protocolo entre a Delegação de Valença da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (Appacdm), o Clube de Produtores Monovarietais do Vinho Verde, o Soalheiro (primeira marca de Alvarinho de Melgaço) e a exploração vitícola L’Campo. Os utentes da Appacdm já iniciaram o trabalho nas vinhas e estão a ser acompanhados in loco por António Matos, produtor de uvas e Técnico Superior de Serviço Social.

Segundo o comunicado, existe a «expectativa» de, «em breve, desenvolver um produto que possa autossustentar economicamente esta parceria», visando «uma participação colaborante da sociedade», realizada «numa lógica de reconhecimento da qualidade do produto produzido com a participação destas pessoas, que de outra forma não teriam essa possibilidade». Neste projecto social «encabeçado» pelo Clube de Produtores Monovarietais do Vinho Verde, os utentes da Appacdm também irão conceber o rótulo e a caixa para o produto final.

«Este projecto é uma oportunidade de contribuir para o desenvolvimento de um conjunto de competências inerentes ao trabalho feito diariamente na instituição. Capacitar para o exercício da autodeterminação destes jovens, principalmente focando um sector tradicional da nossa região, fará certamente a diferença no seu futuro», afirma Helena Pereira, directora da Appacdm – Centro de Valença. «Um vinho que tenha no seu rótulo a génese do trabalho destes jovens, ao ser servido vai despertar consciências para a igualdade de oportunidades e capacidades e, acima de tudo, consciencializar para a contributo laboral válido que podem dar.»

cof

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O artigo foi publicado originalmente em Revista Frutas, Legumes e Flores.

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