Produção de sidra na Madeira envolve 360 agricultores e gerou 1,7 ME em 2019

Produção de sidra na Madeira envolve 360 agricultores e gerou 1,7 ME em 2019

O fabrico de sidra na Madeira evolve 360 produtores e atingiu os 345 mil litros em 2019, com um valor de mercado aproximado de 1,7 milhões de euros, refere uma resolução do parlamento regional, hoje publicada no Diário da República.

A resolução recomenda ao Governo Regional, de coligação PSD/CDS-PP, a criação de um plano de ação para o pero, a pera e a maçã da Madeira, com vista a promover um “investimento sustentável”, que salvaguarde o aumento da produção e respeite a tradição madeirense, com agricultores apoiados e formados tecnicamente.

O parlamento regional, onde estão representados cinco partidos – PSD, PS, CDS-PP, JPP e PCP -, sublinha que a área ocupada por esta cultura é superior a 158 hectares, dois quais 60% com macieiras e os restantes com pereiros e pereiras.

As principais zonas de cultivo – Santo António da Serra, Camacha, Jardim da Serra, Prazeres, Ponta do Pargo (costa sul) e São Roque do Faial (costa norte) – registaram um aumento da produção de 2%, entre 2018 e 2019, na ordem das 2.328 toneladas.

“O crescimento também se refletiu no apoio à melhor condução de cultivo destas árvores, uma vez que os serviços da Direção Regional de Agricultura realizaram ações de poda em 7.962 macieiras (mais 71 % do que em 2018) e 140 operações de enxertia”, refere a resolução.

A par destas atividades, foram distribuídos aos agricultores 1.195 plantas de macieira/pereiro.

O parlamento regional sublinha, por outro lado, que as 12 variedades tradicionais destes frutos foram já admitidas e inscritas no Catálogo Nacional de Variedades de Espécies Fruteiras, da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, com o objetivo de salvaguardar o seu património genético.

As espécies são pero bico de melro, pero branco, pero da festa, pero focinho de rato, pero vime, pero calhau, pero domingos, pero Ponta do Pargo, pera tenra de São Jorge, pera do Santo, maçã barral e maçã cara de dama.

A resolução da Assembleia Legislativa recorda que no início de 2020 foi inaugurada a primeira minissidraria no arquipélago, no âmbito de um projeto que contempla a construção de mais quatro unidades modelares ao dispor do serviço público de transformação de maçãs, peros e peras, para a obtenção dos vários tipos de sidras com a “Marca Madeira” ou do produtor regional, e de vinagres de sidra e vinagres de maçã.

O projeto contempla ainda a construção de um laboratório de análises.

“Paralelamente, é determinante aumentar a área e ganhar escala na produção, melhorando a qualidade do produto agrícola, de modo a que o transformado, a sidra, se diferencie e se afirme na sua identidade e crie valor acrescentado ao mercado, aumentando o rendimento dos produtores”, indica a resolução.

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