Presidente da CAP diz que obrigação de limpar terrenos foi “péssimo exercício do poder”

Presidente da CAP diz que obrigação de limpar terrenos foi “péssimo exercício do poder”

[Fonte: Observador]

O líder da Confederação de Agricultores de Portugal diz que a imposição da limpeza de terrenos foi “um dos piores serviços que o Governo fez nos últimos anos”. Considera-a “uma medida injusta”.

Para Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), a imposição de limpar os terrenos, de modo a prevenir incêndios, foi “um dos piores serviços que o Governo fez nos últimos anos”. Em entrevista ao Jornal de Negócios, Eduardo Oliveira e Sousa diz que as cartas enviadas pela Autoridade Tributária representaram um “péssimo exercício do poder”, provocando “medo” nas pessoas.

“Aquilo que foi transmitido foi que os proprietários de zonas à volta das povoações vão ter de assumir uma responsabilidade de proteção civil. A proteção civil não é uma obrigação dos proprietários florestais, é uma obrigação do Estado”, comenta ainda o presidente da CAP, assegurando que são precisos “meios”. Se o Estado “não der os meios, está a pedir uma coisa que não é exequível”.

E depois como aquilo foi feito através das Finanças, com aquela ameaça, as pessoas têm medo de receber cartas das finanças. Tudo aquilo foi mal conduzido.

A “medida injusta”, continua Eduardo Oliveira e Sousa, faz com que um “pequeno grupo de pessoas” suporte “os custos de uma medida que vai beneficiar a comunidade”. Os efeitos produzidos “não têm sustentabilidade económica”, diz, sendo que os resultados terão de ser avaliados no futuro. “Porque o problema é outro: os fogos florestais na nossa região mediterrânica e com as alterações climáticas vão continuar. Sempre existiram, mas hoje em dia são muito mais violentos.”

Para o presidente da CAP, o Governo tem de ajudar as pessoas nos territórios em causa, “disponibilizando equipamentos, pagando parte ou a totalidade da despesa”.

Comente este artigo

O artigo Presidente da CAP diz que obrigação de limpar terrenos foi “péssimo exercício do poder” foi publicado originalmente em Observador

Anterior Farmer Focus: Bull sale trade hit by shocking US floods
Próximo CIM do Tâmega e Sousa quer constituir-se como bio-região

Artigos relacionados

Últimas

Agricultores  afetados  pelos incêndios 

Os agricultores e produtores florestais afetados pelos incêndios entre Julho e  Outubro de 2017 consideram insuficientes, e mesmo desadequadas, as medidas de apoio (umas avançadas  e outras anunciadas) pelo Governo, tendo em conta os avultados prejuízos sofridos.
Muitos e muitos agricultores tiveram dezenas de milhar de euros de prejuízos mas, […]

Nacional

Floresta como driver da economia portuguesa do futuro

[Fonte: Público]

Hoje celebra-se o Dia Internacional das Florestas e, muito provavelmente, desde outubro de 2017 nunca a floresta teve tanto destaque nos media nacionais.

Mais populares

Esta é talvez a altura de tentarmos perceber de que forma vemos o futuro da floresta portuguesa e qual o seu papel para o futuro do país. […]

Últimas

Magos Irrigation Systems é expositora na Fruit Logisitca

[Fonte: Revista Frutas Legumes e Flores]

A Magos Irrigation Systems é uma das 37 empresas portuguesas que integram o stand conjunto da Portugal Fresh na Fruit Logistica, a maior feira mundial de frutas e legumes, que decorre de 6 a 8 de Fevereiro, […]