Pequenos produtores têm nova forma de escoar produtos

Pequenos produtores têm nova forma de escoar produtos

As dificuldades do sector agrícola, o fecho da restauração e mercados motivaram a criação de um projecto que ajuda os produtores nacionais a escoarem as suas frutas e legumes, entre outros. “Nós, os Pequenos Produtores” tem como missão fazer a ponte entre quem produz e quem quer comprar, entregando directamente em casa do consumidor. No entanto, é mais do que uma loja: é uma plataforma digital em que cada produtor dá a cara e conta a sua história, criando uma relação de proximidade com quem compra. Todos os dias, nas páginas de Instagram, Facebook e LinkedIn, são apresentadas novas sugestões.

«Queremos sensibilizar o nosso país a consumir mais produtos nacionais. Esta foi e é a base do projecto», conta Alberto Carvalho Neto, co-fundador de “Nós, os Pequenos Produtores”. Em entrevista à Marketeer, explica que a ideia nasceu de uma parceria entre a BCN (empresa agrícola), a Centro Internacional de Cultura (empresa de comunicação e marketing) e a Torrestir (parceiro logístico).

Entretanto, juntaram-se também a Associação de Jovens Agricultores de Portugal (AJAP), a Globalcoop, o movimento Escolhe Portugal e a associação SEMEAR.

Quanto aos produtores, Alberto Carvalho Neto não indica um número certo mas garante que o total de parceiros tem vindo a crescer todas as semanas. «Pode associar-se qualquer empresa do sector primário, agroalimentar, mas que seja no máximo elegível como pequena empresa! Alem de ser pequeno, tem de entender o nosso cariz social, pois pedimos a todos que 1% do volume de negócios seja revertido em donativos para as associações sociais do projecto», explica o responsável.

Acreditar e Ajuda de Mãe são as organizações apoiadas pelo “Nós, os Pequenos Produtores”. Além de querer dinamizar a produção nacional, a iniciativa visa ainda contribuir para causas solidárias. Por cada 100 caixas de produtos vendidas de um produtor, uma é cedida a uma destas associações.

Há ainda outra forma de ajuda, explica o co-fundador. Os próprios consumidores podem comprar para as suas casas e, ainda, seleccionar a aquisição de um cabaz solidário. Desta forma, ajudam um produtor e uma instituição.

«Não somos uma distribuidora»
Alberto Carvalho Neto diz que o feedback tem sido extremamente positivo e que há uma interacção entre o consumidor e a plataforma criada. Além de apoiarem o projecto e comprarem cabazes, enviam sugestões. «Entendendo que não somos uma distribuidora nem pretendemos competir com as grandes redes de distribuição, queremos sim chegar mais perto dos consumidores, diminuindo distâncias, mas acima de tudo valorizar o que produzimos em Portugal.»

Neste momento, existem diferentes modalidades. Os clientes podem comprar uma determinada referência a um produtor ou um cabaz da semana, composto por artigos seleccionados pelo produtor e que vão variando. Há ainda o chamada cabaz da terra, com legumes e frutas da SEMEAR combinados com uma selecção dos pequenos produtores. Este último é um exclusivo para a zona da Grande Lisboa.

Os restantes produtos têm uma abrangência geográfica maior. O responsável do projecto adianta que a maioria das encomendas tem ido para Portugal Continental mas que há também pedidos de outros países da União Europeia. «Dentro dos objectivos de valorização da produção nacional gostaríamos de apoiar cada vez a exportação de forma a podermos crescer la fora…», sublinha.

ANILAC – FONTE: Marketee

O artigo foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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