Pedrógão Grande já é o maior incêndio de sempre em Portugal

O EFFIS, do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia, que apresenta as áreas ardidas cartografadas em imagens de satélite (com uma resolução espacial de 250 metros), mostra que o incêndio que começou em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrógão Grande, e alastrou depois aos concelhos vizinhos de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria, tinha até hoje 25.969 hectares de área ardida.

Em 2016, o incêndio que começou em Arouca, no distrito de Aveiro, e evoluiu para o concelho de S. Pedro do Sul, em Viseu, consumiu 21.910 hectares e foi aquele que registou a maior área ardida no ano passado, segundo dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Os dados estimados nesta tragédia na vila de Pedrógão Grande ultrapassam os dos incêndios de 2012 em Tavira, e de 2003 na Chamusca, os dois maiores fogos até hoje em Portugal.

O fogo de Cachopo, em Tavira, em Julho de 2012, passa agora a ser o segundo maior, com 24.843 hectares de área ardida, seguido pelo de Ulme, na Chamusca, que destruiu 22.190 hectares.

O último balanço do fogo que começou no concelho de Pedrógão Grande dá conta de 63 mortos civis e 135 feridos.

Há ainda dezenas de deslocados, estando por calcular o número de casas e viaturas destruídas.

Este incêndio alastrou também para os distritos vizinhos de Castelo Branco, pelo concelho da Sertã, e Coimbra, pelo município de Pampilhosa da Serra.

Segundo o EFFIS, que através de imagens de satélite contabiliza quase em tempo real a área ardida, o fogo no concelho da Pampilhosa da Serra consumiu 7.310 hectares, enquanto o incendio da Sertã tem 481 hectares de área ardida.

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