Pampilhosa e Góis indignados com exclusão do fundo de revitalização

Autarcas de Góis e Pampilhosa da Serra manifestaram, nesta quinta-feira, indignação pelo facto de os seus concelhos não estarem abrangidos pelo fundo de apoio à revitalização das áreas afetadas pelos incêndios, aprovado em Conselho de Ministros.

“Não consigo perceber esta decisão que exclui dois concelhos onde arderam mais de 20 mil hectares de área florestal”, queixou-se o presidente da Pampilhosa da Serra, José Brito, lembrando que o fundo aprovado hoje pelo Governo “tem o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada, dando-lhe um destino coordenado de apoio à revitalização das áreas afetadas”.

Também o vice-presidente da Câmara de Góis, Mário Garcia, disse estar “estupefacto” com a exclusão do seu concelho, dizendo que “só pode tratar-se de um lapso”.

Os autarcas lembraram que as áreas ardidas foram visitadas por “altas figuras do Estado”, que expressaram a sua solidariedade com as populações.

“Tenho medo que fiquemos de fora”, resume José Brito, lembrando que os dois concelhos foram devastados durante três dias por um incêndio de grandes dimensões, que, segundo as primeiras estimativas da Proteção Civil, afetou mais de 20 mil hectares de mancha florestal.

O incêndio, que se encontra oficialmente dominado desde as primeiras horas de hoje, não provocou vítimas mortais, havendo a registar 18 feridos ligeiros e pelo menos quatro habitações destruídas, para além de dezenas de unidades agrícolas.

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, divulgado hoje, o fundo, de âmbito social, tem o objetivo de gerir os donativos entregues no âmbito da solidariedade demonstrada, dando-lhe um destino coordenado de apoio à revitalização das áreas afetadas, garantindo prioritariamente a reconstrução ou reabilitação de habitações e o seu apetrechamento, designadamente mobiliário, eletrodomésticos e utensílios domésticos”.

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