OysterWorld: produção de ostras em prol do impacto ambiental

OysterWorld: produção de ostras em prol do impacto ambiental

[Fonte: Gazeta Rural]

A produção sustentável de ostras tem um impacto positivo devido ao seu caráter purificador da água e captador de carbono da atmosfera. A OysterWorld é uma produtora de ostras e vai contar com um investimento total de 2,1 milhões de euros para aumentar a sua capacidade produtiva para 360 toneladas. A segunda fase de financiamento já está aberta a investidores que podem obter um retorno de 5,2% ao ano.

As ostras capturam CO2 e nitrogénio e reduzem a acidificação dos oceanos. Para além disso, uma ostra filtra em média 55 litros de água por dia. A acrescer aos benefícios ambientais da sua produção, o que não é comum na produção alimentar, a Oysterworld pretende utilizar métodos tecnologicamente inovadores que vão não só assegurar a sua competitividade num mercado em expansão, como garantir condições de trabalho bastante mais favoráveis e uma maior qualidade do produto.

Francisco Bernardino é o fundador da OysterWorld e também biólogo marinho e garante que a produção de ostras reduz a necessidade de recorrer à pesca extrativa, não interferindo com os stocks naturais do oceano. Também não utiliza antibióticos ou outros fármacos, nem rações. Proporciona ainda emprego fixo durante o todo o ano, numa zona onde as comunidades circundantes vivem, sobretudo, de expedientes e trabalhos sazonais ligados à agricultura.

OysterWorld II: Está aberta a segunda ronda de investimento

Depois do sucesso da primeira ronda de investimento na crowdlending GoParity, que fechou em cinco dias, a OysterWorld abre uma segunda ronda desta vez com o objetivo de angariar 150 mil euros, com uma TANB de 5,2% e uma maturidade de dois anos: OysterWorld II é a segunda fase de financiamento (de oito) desta empresa setubalense.

O objetivo é angariar 2,1 milhões no total, que será financiado na sua maior parte por um financiamento a fundo perdido do programa Mar 2020, no montante de 1,07 milhões de euros, e o remanescente por capitais próprios e uma linha de financiamento de longo prazo.

Com a GoParity a OysterWorld pretende adquirir um adiantamento com um conjunto de campanhas de financiamento até atingir o montante total de 1 milhão de euros.

O desafio é simples: segundo as “regras” da GoParity bastam apenas 20€ para qualquer pessoa investir através da plataforma goparity.com e, se por um lado obtém rendimento, por outro contribui para um mundo melhor.

Este investimento vai permitir um novo equipamento produtivo, um método inovador testado no estrangeiro e que os diferenciará da concorrência, e que permitirá a utilização do sistema de bolsas “rotativas”.

Em termos de equipamento, o objetivo é aprofundar os tanques, construir mais comportas e restruturar o armazém e Casa do Guarda; investir em painéis solares e num gerador e outros equipamentos de suporte como uma mini-draga, retroescavadora, mesas ostreícolas, calibradora, entre outros.

A GoParity quer eliminar as barreiras ao investimento com a mais valia de se tratarem de projetos de impacto social ou ambiental com base nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável da ONU (ODS).

A OysterWorld é uma empresa saudável financeiramente e consegue abarcar três dos dezassete ODS, nomeadamente a Proteção da vida marítima, a Ação Climática e ainda Trabalho digno e Crescimento económico. A primeira ronda foi um caso de sucesso porque os investidores viram ali uma oportunidade de negócio rentável e ao mesmo tempo identificaram-se com a causa sustentável.” afirma Nuno Brito Jorge, fundador e CEO da GoParity.

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O artigo OysterWorld: produção de ostras em prol do impacto ambiental foi publicado originalmente em Gazeta Rural.

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