Obras de 1,5ME para ampliar fábrica de transformação de porco preto em Ourique

Obras de 1,5ME para ampliar fábrica de transformação de porco preto em Ourique

A empresa Montaraz está a realizar um investimento de 1,5 milhões de euros para ampliar, pela terceira vez, as instalações da sua fábrica de transformação artesanal de porco preto em Garvão, no concelho de Ourique (Beja).

As obras, já em curso, deverão estar concluídas “até final deste ano” e visam dar resposta ao “aumento da procura” dos produtos da Montaraz, disse à agência Lusa Rui Fialho, sócio-gerente da empresa alentejana.

A empresa tem “vindo a fazer sucessivos projetos de expansão” da fábrica, por forma a “fazer face ao aumento da procura e à penetração” que os seus produtos “têm vindo” a registar, “quer no mercado nacional quer na exportação”, assinalou Rui Fialho.

De acordo com o gestor, as atuais obras irão permitir “duplicar” a área de fatiagem e de embalagem de enchidos e presuntos da fábrica, além de ser criada “uma nova zona de preparação e produção de presuntos”.

A funcionar desde 2007, esta fábrica produz anualmente “cerca de 800 toneladas” de presuntos, enchidos e carne fresca de porco preto alentejano.

“Abatemos os nossos próprios porcos e fazemos a transformação completa do porco alentejano, ou seja, aproveitamos tudo”, observou Rui Fialho.

O sócio-gerente da empresa adiantou que “cerca de 80%” das vendas são no mercado nacional, sobretudo para as grandes superfícies.

Os restantes 20% da produção são exportados para “alguns países da Europa”, nomeadamente Alemanha, França, Inglaterra, Polónia, Bélgica, Suíça e Suécia, acrescentou.

A Montaraz registou, em 2020, um volume de negócios “na ordem dos 11 milhões de euros” e conta, atualmente, com cerca de 70 colaboradores, número que deve manter-se, apesar das obras de ampliação em curso.

“O que estamos a tentar fazer é mecanizar e automatizar alguns processos, de forma a reduzir o esforço físico dos colaboradores”, pelo que “vamos utilizar tecnologias mais modernas no nosso processo de produção artesanal”, revelou Rui Fialho.

O mesmo responsável anunciou ainda que a empresa já tem no horizonte mais dois projetos de investimento e ampliação, um dos quais conta “lançar ainda antes do término” das atuais obras.

“Vamos alargar as nossas áreas de armazenagem, pois, fabricamos muitas referências e temos de ter sempre um ‘stock’ de todas para as encomendas semanais. Isso ocupa-nos muito espaço e temos de o aumentar”, justificou.

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