O PRR e as florestas: a reprise de um filme já muito gasto – Paulo Pimenta de Castro

O PRR e as florestas: a reprise de um filme já muito gasto – Paulo Pimenta de Castro

Entre a “grande reforma” de Capoulas Santos e o “programa de gestão da paisagem” de Matos Fernandes, o que define os dois ministros é uma mesma estratégia do anúncio de milhões de euros a atirar à fogueira.

Na sequência da “grande reforma da floresta” do dr. Capoulas Santos, Portugal foi o país que maior área ardida registou na União Europeia em 2016, em 2017 e em 2018. Há aspectos da vida europeia onde somos “grandes”. Em 2019 e, até ver, em 2020, a Roménia tirou-nos do lugar cimeiro, mas estamos logo atrás. Nem vale a pena argumentar sobre as diferenças entre as superfícies territoriais ou de ocupação florestal entre o nosso país e alguns dos outros Estados-membros. A demonstração de incapacidade em gerir o nosso território torna-se assustadora.

Dirão, mas o problema vem muito de trás! Não advém só do governo onde esteve recentemente o dr. Capoulas Santos. É verdade! Vem de trás, até de governos onde o dr. Capoulas Santos e o dr. António Costa foram ministros, da Agricultura e da Administração Interna. No último caso, deixou marca até hoje. Marca pela negativa, entenda-se!

O curioso é que, na passagem da “grande reforma” do dr. Capoulas Santos para o “programa de gestão da paisagem” do eng. Matos Fernandes, não se vislumbra alteração de paradigma. Esperemos que a meteorologia nos ajude, entretanto. Com as alterações climáticas em curso a probabilidade é cada vez mais reduzida, mas parece que há quem acredita em milagres. Na verdade, o que define os dois ministros é uma mesma estratégia do anúncio de milhões de euros a atirar à fogueira.

Não vale a pena voltar a explicar o que define uma reforma e o tanto que

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