Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro

Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro

[Fonte: ECO]

O Governo pretendia reforçar em 100 o número de psicólogos nas escolas no ano letivo que terminou (2018/2019). A medida iria aumentar para 300 o número de psicólogos que são financiados com verbas comunitárias. Mas este novo contingente de profissionais, que prestam apoiam psicológico e psicopedagógico, assim como orientação escolar e profissional, só vai chegar às escolas a partir de setembro, no início do novo ano letivo.

“O concurso avançou, as candidaturas estão aprovadas. O primeiro ciclo foi financiado pelo concurso anterior que financiou 204 novos psicólogos a tempo inteiro que estão nas escolas nas regiões elegíveis e que vão continuar a ser apoiados nesta nova candidatura até 2023”, sublinhou ao ECO, o gestor do Programa Operacional Capital Humano que financia esta medida. “A meta é termos 300 no total, até 2023, para reforçar a rede dos serviços psicológicos”, acrescenta Joaquim Bernardo.

“A candidatura foi apresentada pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares e esses novos 100 já só vão começar a entrar no próximo ano letivo de 2019/20″, especifica o gestor. “A ideia é chegarmos o mais rapidamente possível aos 300, porque é com isso que atingimos a meta de resultado: baixar o rácio entre o número de alunos que estão no sistema e o número de psicólogos ao serviço das escolas”, acrescenta.

Os fundos comunitários pagam os salários destes psicólogos nas chamadas regiões de convergência — norte, centro e Alentejo — e já há verbas garantidas para assegurar os salários até 2023. “Até 2023 temos dinheiro para garantir o financiamento desse custo salarial dos psicólogos. Há uma componente de 15% que que não pagamos, é o Orçamento do Estado que tem de assegurar, porque não financiamos a 100%”, afirma Joaquim Bernardo.

E depois de 2023? “A partir de 2023 terá de haver uma decisão se continua a justificar-se manter a medida. Infelizmente o volume está a baixar muito. Não estou a dizer que isso vai acontecer, mas pode até chegar-se à conclusão que não se justifica ter tantos psicólogos como se tinham em algumas áreas, face à quebra demográfica que temos”, sublinha o gestor do POCH.

A escolha das escolas onde os psicólogos vão ser colocados cabe ao Ministério da Educação, mas nos concursos de financiamento da medida, “nos critérios de seleção, a prioridade foi procurar alocar os psicólogos às escolas que mais precisam deles”, recorda Joaquim Bernardo. Ou seja, as escolas com maiores níveis de abandono e de insucesso ou com maiores problemas têm maior prioridade na alocação desse reforço”, explica.

No entanto, as escolas mais problemáticas de Lisboa ficam de fora. “A terem algum reforço [de psicólogos] terá de ser o Orçamento do Estado a financiar a 100%”, afirma o gestor do POCH.

O objetivo central do reforço da rede de psicólogos é a prevenção do abandono escolar precoce e do absentismo, através do diagnóstico das dificuldades que afetam a aprendizagem, de modo a agir atempadamente, identificando e analisando as causas do insucesso escolar e propondo medidas para o reduzir.

A falta de psicólogos nas escolas portuguesas tem sido reiterada, tanto pela comunidade educativa como pela Ordem dos Psicólogos. Segundo o bastonário da Ordem dos Psicólogos, com a integração dos 200 no âmbito do POCH o rácio nas escolas passaria dos atuais 1/1.700 para um psicólogo para cada 1.100 alunos.

Comente este artigo

O artigo Novos psicólogos prometidos para as escolas em 2018 só vão ser colocados em setembro foi publicado originalmente em ECO.

Anterior Dissecting two decades of Good Agricultural Practices
Próximo El FEGA recibe en 2019 menos número de solicitudes de la PAC pero la superficie declarada aumenta

Artigos relacionados

Notícias Apoios

Pedidos de Estatuto da Agricultura Familiar a partir de sexta-feira – diploma

[Fonte: Gazeta Rural]
O reconhecimento do Estatuto da Agricultura Familiar pode ser pedido a partir de sexta-feira por formulário eletrónico enviado à Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), que tem 20 dias para decidir, revela diploma hoje publicado.
A criação deste estatuto, […]

Nacional

Rude recebeu na cova da beira parceria internacional

A RU.DE – Associação de Desenvolvimento Rural, no âmbito do Programa Comunitário ERAMUS+, integra um consórcio de cooperação internacional de partilha de experiências de desenvolvimento rural denominado AGROPUZZLE. O projecto AGROPUZZLE, que já está na sua 3º edição, tem por objectivo geral identificar e divulgar boas-práticas nos sectores agrícola e agro-alimentar e promover a inovação e o empreendedorismo no desenvolvimento do mundo rural, […]

Sugeridas

Três anos depois, o Alvarinho está bem e recomenda-se

[Fonte: Público]
Há três anos, a região de Monção e Melgaço estava em polvorosa: queriam autorizar a produção de Alvarinho no resto da região dos Vinhos Verdes. Afinal, os medos eram infundados. A autorização está em curso e de 2015 até ao ano passado as vendas do grande branco de Monção e Melgaço subiram 32%. […]