Não vai haver rutura no abastecimento de alimentos por causa do coronavírus, garantem agricultores

Não vai haver rutura no abastecimento de alimentos por causa do coronavírus, garantem agricultores

Numa altura em que está a aumentar a procura de produtos dos supermercados face à propagação do coronavírus em Portugal, a Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) garante que não haverá “seguramente” uma rutura na cadeia de abastecimento de produtos alimentares. “É uma oportunidade para as pessoas darem atenção à fruta da época”, sugeriu Eduardo de Oliveira e Sousa, à saída da reunião desta quarta-feira da Concertação Social.

“Os agricultores estão perfeitamente sintonizados para que as cadeias de abastecimento de produtos alimentares sejam asseguradas“, disse o presidente da CAP, em declarações aos jornalistas. O representante dos agricultores confirmou ainda que “há um esforço” nas cadeias de distribuição para que não haja quebra no abastecimento de produtos.

Oliveira e Sousa sublinhou a situação atual é até uma “oportunidade para as pessoas darem atenção à fruta da época”. “Não vai haver falta de fruta, não vai haver falta de legumes e os portugueses podem estar perfeitamente assegurados que há uma cadeia de abastecimento perfeitamente estabilizada em sintonia com as áreas comerciais e com as cadeias de distribuição”, garantiu.

O líder da CAP frisou, além disso, que não haverá problemas com os produtos alimentares, sobretudo os frescos: carne, leite, ovos, legumes e frutas. Oliveira Sousa admitiu que possa haver “quebras nos circuitos internacionais”, mas salientou que as cadeias nacionais serão capazes de assegurar o abastecimento de supermercados e lojas. “Nada de pensar que vai haver uma rutura, não haverá seguramente, desde que haja confiança da parte dos consumidores nos produtos portugueses”.

Esta quarta-feira, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição reportou “um ligeiro aumento de procura de produtos” nos super e hipermercados associado ao surto de Covid-19, ainda que tenha garantido que as unidades estão a funcionar com “total normalidade”.

Até ao momento, o coronavírus já infetou 62 pessoas em Portugal.

O artigo foi publicado originalmente em ECO.

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