Mirtilo de ar livre. É altura de reforçar a monitorização e captura massiva da Drosófila

Mirtilo de ar livre. É altura de reforçar a monitorização e captura massiva da Drosófila

Na sua circular n.º 6/2019, a Estação de Avisos de Entre Douro e Minho aponta algumas medidas preventivas em relação à Drosófila de Asa Manchada (Drosophyla suzukii) para o mirtilo em cultura de ar livre. A maioria das variedades de mirtilo está em fase de desenvolvimento dos frutos (estado I (71- 79) e aproxima-se o início da maturação dos frutos e da colheita. Recorda-se a necessidade de reforçar os dispositivos de monitorização e de captura massiva desta mosca.

Caso venha a ser necessária a aplicação de inseticidas, devem respeitar-se rigorosamente as doses e os intervalos de segurança recomendados. Estão homologados produtos à base de acetamiprida (EPIK SG), lambda-cialotrina (KARATE ZEON) e spinetorame (DELEGATE 250 WG).

Eliminação de frutos rejeitados

Na circular aconselham-se também os produtores a prevenirem-se com bidões plásticos com tampa que vede bem (25 ou 50 litros – é melhor ter vários pequenos, para ir rodando) ou com sacos de plástico escuros e fortes.

É essencial não deixar frutos para trás, caídos no chão ou nas plantas. Em cada dia de colheita, proceda à separação e recolha cuidadosa de frutos com sintomas de presença larvas (e ovos) de drosófila e de um modo geral, de todos os frutos rejeitados, tanto na colheita como na triagem.

Coloque estes frutos dentro dos sacos plásticos ou dos bidões plásticos bem fechados e exponha-os ao sol durante 4 ou 5 dias. O calor destrói larvas, ovos e pupas de drosófila que estiverem nos frutos rejeitados.

Depois, esvazie os sacos ou os bidões para um buraco e cubra com terra.

A compostagem não destrói os ovos, larvas e pupas da drosófila, pelo que os frutos atacados não devem ser usados para compostagem.

Deve colher todos os frutos e no fim, ripar os que já não tiverem interesse comercial.

Todos os frutos de refugo devem ser retirados dos pomares. Os frutos de refugo sãos podem ter múltiplos aproveitamentos – compotas, vinagre de fruta, licores, congelação. Os últimos refugos podem ser usados na alimentação de aves de capoeira, distribuindo-os em pequenas quantidades de cada vez, de forma a reduzir a possibilidade de escaparem as larvas de drosófila que possam ter.

O artigo foi publicado originalmente em Voz do Campo.

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