Miranda do Douro investe meio milhão de euros em ecocentro para estudo de cogumelos

Miranda do Douro investe meio milhão de euros em ecocentro para estudo de cogumelos

O município de Miranda do Douro investiu perto de meio milhão de euros num ecocentro dedicado ao estudo e produção de cogumelos e num guia de campo sobre estes fungos, disse hoje à Lusa o presidente da câmara.

O denominado “Ecocentro Micológico Terras de Miranda” trata-se, segundo Artur Nunes, “de uma estrutura inovadora, dada a sua vertente científica”, sendo apresentada pela primeira ao público e aos investigadores na área da micologia.

“Aproveitando a diversidade e riqueza micológicas do território transfronteiriço, elaborámos um projeto diferenciador, direcionado não só para a interpretação das espécies de cogumelos, mas apostando também numa vertente de formação e investigação e produção das espécies existentes, com o objetivo de potenciar a produção e utilização”, concretizou o autarca transmontano. O projeto conta com o apoio científico da Universidade de Valladolid (Espanha) e da Associação “A Xixorra”-Associação Micológica da Terra Fria Transmontana.

O Ecocentro Micológico Terras de Miranda consiste num edifício em madeira, que contempla sala interpretativa, sala de formação e “showcooking”, laboratório, gabinetes técnicos e ainda um centro de produção, onde se desenvolverão atividades educacionais e de investigação relacionadas com a micologia.

“No ecocentro de produção iremos testar as melhores condições para o desenvolvimento da micologia, com particular incidência na trufa, já que este fundo de qualidade superior abunda em algumas zonas do concelho”, adiantou Artur Nunes.

O novo centro micológico está implantado no Parque Fluvial do Rio Fresno, junto à cidade de Miranda do Douro, no distrito de Bragança, e terá uma “forte componente interativa”, segundo os seus responsáveis.

“Estamos localizados numa zona rural, abrangida por um parque natural e pela Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica, com condições edafoclimáticas ótimas para a micologia e para a cultura das trufas”, enfatizou o autarca.

Nos últimos anos a apanha de cogumelos silvestres comestíveis deixou de ser uma atividade familiar de escassa importância, para se tornar, de acordo com a autarquia, num aproveitamento natural que move a cada ano milhares de toneladas de produto comercializado e vários milhares de euros. No âmbito da abertura ao público deste equipamento, está programando o lançamento do guia “Cogumelos Silvestres da Terra de Miranda – guia de campo”.

“A produção deste guia é um dos elementos do projeto, que se afigura essencial na divulgação dos recursos micológicos existentes na região, possuindo ótimas ilustrações e descrições, que são uma mais-valia para enveredar na aventura da descoberta do mundo dos cogumelos silvestres”, concretizou Artur Nunes.

O Ecocentro Terras de Miranda foi financiado em 85% pelo programa Norte 2020 e tem como parceiro a Associação Xixorra – Associação Micológica da Terra Fria. Ambas a iniciativa estão inseridas nas VI Jornadas Micológicas do concelho de Miranda do Douro, que prolongam até domingo.

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O artigo foi publicado originalmente em Observador.

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