“Medidas decididas nos gabinetes dos corredores do poder em Lisboa não têm servido o país rural“: o alerta do presidente da CAP

“Medidas decididas nos gabinetes dos corredores do poder em Lisboa não têm servido o país rural“: o alerta do presidente da CAP

O presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal pede, em carta aberta, que Marcelo Rebelo de Sousa não promulgue automaticamente o Plano Nacional de Gestão Integrada dos Fogos Rurais sem avaliar e envolver “os atores no terreno”

No próximo dia 4 de março, Marcelo Rebelo de Sousa vai presidir à Reunião do Conselho de Ministros, em que será aprovado o Programa Nacional de Ação do Plano Nacional de Gestão Integrada dos Fogos Rurais. Numa carta aberta publicada esta quinta-feira no “Público”, Eduardo Oliveira e Sousa, presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP), pede ao Presidente da República para que “não promulgue automaticamente a legislação que vier a ser aprovada na reunião a que vai presidir, sem antes a avaliar devidamente, desencadeando consultas a especialistas e envolvendo os atores no terreno”.

O presidente da CAP defende que o Governo não deve, “numa matéria tão relevante quanto esta, decidir de costas voltadas para todo um sector, sobretudo quando se pretende que a Floresta seja um ativo relevante para a retoma da economia”. “Medidas decididas nos gabinetes dos corredores do poder em Lisboa não têm servido o país rural”, acrescentou.

Na carta aberta, Eduardo Oliveira e Sousa aponta ainda alguns números para evidenciar um cenário que considera “ridículo”: “sobre os tão desejados novos povoamentos de outras espécies, os números envergonham: 273 hectares plantados com sobreiros, 73 com carvalhos, 13 com castanheiros e, pasme-se, 2 ha com azinheiras, o equivalente a metade da Praça do Comércio“.

Em relação ao Conselho de Ministros cuja temática é a floresta e que será o último do primeiro mandato de Marcelo Rebelo de Sousa, Eduardo Oliveira e Sousa defende que “a iniciativa, que tem uma forte carga simbólica (…) não pode significar uma promulgação automática daquele Programa e da legislação conexa”. “O simbolismo não deve ser confundido como uma concordância tácita aos diplomas que ali venham a ser aprovados”.

Continue a ler este artigo no Expresso.

Comente este artigo
Anterior Agricultores apelam ao PR para que inicie segundo mandato com debate com o setor
Próximo Live: Syngenta apresenta novo plano de compromissos com a agricultura sustentável “Good Growth Plan 2.0” e debate a Estratégia F2F

Artigos relacionados

Comunicados

PDR2020 em contacto consigo

A atual situação de emergência nacional e internacional em que mergulhámos há oito meses, e que se deverá prolongar por outros tantos meses no próximo ano, […]

Nacional

UE e EUA chegam a acordo sobre quotas tarifárias na Agricultura após dois anos de discussão

A União Europeia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre quotas agrícolas na Organização Mundial do Comércio […]

Últimas

Instabilidade veio para ficar

– Instabilidade veio para ficar –
As condições de tempo instável chegaram.  Deverão  ficar e até acentuar-se em Novembro.
As condições de circulação atmosférica que nos levaram a prever um Novembro mais instável,  […]