Matadouro português fecha venda de 100 contentores de carne de porco para a China devido à peste suína

Matadouro português fecha venda de 100 contentores de carne de porco para a China devido à peste suína

[Fonte: Observador] Importador chinês prevê comprar mais 400 a 500 contentores com carne de porco a matadouro português até ao final de 2020, devido à peste suína.

O matadouro português Maporal fechou esta terça-feira a venda de 100 contentores de carne de porco para a China, à medida que o país asiático enfrenta severos surtos de peste suína, que dizimaram milhões de animais.

A importação dos cem contentores vai custar cerca de 7,5 milhões de euros à Zhuhai Import Frozen Foodstuffs Association, empresa com sede em Zhuhai, cidade que faz fronteira com Macau, revelou Marco Henriques, diretor comercial da Maporal.

O importador chinês prevê comprar um total de “entre 400 a 500 contentores”, até ao final de 2020, detalhou a mesma fonte à agência Lusa.

“Estamos a tentar fazer uma parceria para abranger uma área maior no Sul [da China] e ter mais relação com Macau”, explicou.

A carne de porco é parte essencial da cozinha chinesa, compondo 60% do total do consumo de proteína animal no país. Segundo dados oficiais, os consumidores chineses comem 55 milhões de toneladas de carne de porco por ano.

Mas analistas preveem que o país produza menos 130 milhões de porcos, este ano, cerca de um terço da sua produção em 2018, devido a surtos de peste suína em todo o continente chinês.

A escassez e interrupções nas cadeias de fornecimento na China causaram um aumento do preço da carne de porco de quase 159%, em outubro, em termos homólogos, e estão a implicar uma reorganização dos mercados de proteínas e aumento dos preços a nível mundial.

“É uma loucura total: eu arrisco-me a dizer que, para 2020, já tenho os porcos todos vendidos“, afirmou Marco Henriques.

As autoridades chinesas autorizaram, desde o final do ano passado, os matadouros portugueses Maporal, ICM Pork e Montalva a exportar para o país.

A licença abarca toda a carcaça do animal e peças já desossadas e preparadas, com exceção para as extremidades – a cabeça e as patas -, cuja aprovação deverá estar concluída até ao final deste ano.

No entanto, produtos com maior valor acrescentando, como os enchidos e o presunto, continuam interditos.

A Federação Portuguesa das Associações de Suinicultores prevê que as exportações de carne suína nacional para a China atinjam os cem milhões de euros, este ano, e 200 milhões, em 2020.

Para responder à crescente procura, a Maporal vai investir 15 milhões de euros para renovar a sua unidade, aumentando a capacidade de abate para 20 mil porcos por semana, revelou Marco Henriques.

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