Jubilação do Professor Luciano Lourenço: Fogos florestais, Geografia e Pedagogia

Jubilação do Professor Luciano Lourenço: Fogos florestais, Geografia e Pedagogia

Investigador de reconhecido mérito científico e firmeza de convicções, em particular na temática dos incêndios florestais, deu última aula em cerimónia de jubilação, na Universidade de Coimbra.

Doutorado em Geografia Física pela Universidade de Coimbra (UC), o professor catedrático Luciano Lourenço ponderou hipóteses para a última aula, a 8 de setembro de 2021, dia em que completou 70 anos de idade. Inevitavelmente, a escolha recaiu sobre o tema “Incêndios florestais em Portugal. Uma fatalidade ou um problema com solução?, resumo de décadas de serviço público prestado à proteção civil e prevenção dos fogos em Portugal.

Fátima Velez de Castro, docente do Departamento de Geografia e Turismo da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (DEPGEOTUR – FLUC) e membro da comissão organizadora da cerimónia de jubilação referiu-se, nessa qualidade, ao Professor Luciano Lourenço, afirmando: “É um dos grandes nomes da academia na área da Geografia e Riscos. O seu vasto legado está associado ao tema dos incêndios florestais. Homem de Ciência, exigente, rigoroso, metódico, de grande honestidade intelectual e competência, com um enorme espírito de missão, firmeza de convicções, capacidade de trabalho e espírito de liderança a quem a Geografia nacional e a Universidade de Coimbra muito devem,” escreveu em nota enviada a ECO Seguros.

Na aula que marcou a despedida de Luciano Lourenço da docência permanente, afirmou convicto: “Os incêndios florestais não são uma fatalidade.” Há solução para os incêndios, frisou, explicando que o desafio não é acabar com os fogos, pois estes “são parte do ecossistema.” O objetivo deve ser “acabar com os grandes incêndios,” enunciou o catedrático jubilado.

Educador e pedagogo que, enquanto investigador e académico, contribuiu para elevar a Universidade de Coimbra no ensino da Geografiao profissional assume ter “grande respeito pelos territórios, físico e geohumano, bem como pelos patrimónios (natural, edificado, cultural)”, áreas em que o conhecimento enquanto geógrafo foi “particularmente útil nas funções de gestão que desempenhei, quer na Direção da Escola Nacional de Bombeiros (ENB), quer, depois, na Coordenação da Agência para a Prevenção de Incêndios Florestais” (APIF), lê-se em entrevista biográfica publicada em 2019 pela Associação Portuguesa de Geógrafos (APGEO), de que é membro.

Além das direções da ENB e APIF, coordenou grupos de trabalho no Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (Cegot). Na última lição, proferida no dia de aniversário, o professor […]

Os dois volumes em homenagem ao professor Luciano Lourenço estão acessíveis aqui.

Continue a ler este artigo no ECO.

Comente este artigo
Anterior Lançado concurso público para a conservação do perímetro florestal de São Miguel
Próximo Empresa do Douro investiu 3,5ME em adega que estreia nesta vindima

Artigos relacionados

Cotações PT

Cotações – Suínos – Informação Semanal – 17 a 23 Junho 2019

Análise SIMA – Sistema de Informação de Mercados Agrícolas
As cotações médias nacionais do porco classe E e do porco classe S mantiveram-se estáveis em relação à […]

Nacional

Fresh Frubis e Herdade Vale da Rosa lançam uvas sem grainha

A Fresh Frubis, marca nacional de fruta fresca, lavada e pronta a consumir, em conjunto com a Herdade Vale da Rosa, […]

Nacional

AR recomenda regularização dos imigrantes que trabalham em Odemira

O parlamento aprovou hoje parcialmente um projeto de resolução da deputada não inscrita Joacine Katar Moreira que recomenda a articulação entre as autoridades de investigação […]