Jornadas MED apontam prioridades de investigação para o futuro

Jornadas MED apontam prioridades de investigação para o futuro

[Fonte: Rede Rural Nacional] Jornadas MED terminam com Mesa Redonda que debateu os desafios da interação agricultura e ambiente. Estas jornadas decorreram em Évora, no Pólo da Mitra da Universidade de Évora e foram promovidas por quatro centros de investigação que agora se juntam no MED-Mediterranean Institute for Agriculture, Environment and Development. Os quatro Centros de Investigação do Alentejo e Algarve são o ICAAM – Universidade de Évora, CEBAL – Beja, Cibio – Pólo de Évora e MeditBio- Universidade do Algarve.

Este espaço de debate iniciou com a apresentação das principais conclusões das sessões temáticas e prosseguiu com uma discussão alargada sobre desafios e prioridades de investigação MED. “É de referir a enorme diversidade de temas de investigação nestes centros que agora se juntam no MED. Esta diversidade e transversalidade que se notou nas intervenções é muito interessante” Anabela Romana do MeditBio.

“O futuro reserva-nos algumas surpresas em matéria de alterações climáticas e o MED pode contribuir com construção de conhecimentos, procura de respostas”, acrescentou a Investigadora. Os desafios da interação agricultura e ambiente e como fazer a interação entre os quatro Centros que passam a integrar o MED foi o mote de toda a discussão que se gerou no auditório. 

Uma das propostas que surgiu vai no sentido de O MED ter uma linha de financiamento destinado a projectos que promovam a interação entre as diversas áreas científicas. “Somos uma universidade pública temos que ter uma visão de serviço público e temos que ter uma visão holística dos problemas” enfatizou uma jovem investigadora da Universidade de Évora. 

JornadasMED final

Teresa Pinto-Correia, no encerramento enfatizou a qualidade dos projectos apresentados, e em resposta a várias intervenções que abordaram a transferência de conhecimentos para os agricultores, a forma de comunicar e a necessidade de reinventar um serviço de extensão rural disse que não se pode ignorar o objectivo principal do MED e que a extensão rural requer um serviço especializado que em tempos esteve nas Direcções Regionais de Agricultura.

A Directora do MED, no encerramento destas jornadas agradeceu ao grupo de investigadores que elaboraram a candidatura do MED à FCT – Fundação Ciência e Tecnologia que permitiu obter o excelente que proporciona o reconhecimento e o financiamento “e agora a responsabilidade do que vamos fazer”.

“Assumimos compromissos com esta candidatura que temos que cumprir, teremos flexibilidade para integrar as propostas que daqui resultam mas há compromissos assumidos que temos que por em pratica”, prosseguiu Teresa Pinto-Correia. “Estas jornadas foram um bom início para isso e aproveito para agradecer a todos. Somos 180 investigadores e todos se inscreveram”.

Comente este artigo
Anterior Cooperativas agrícolas aderem em força ao Código das Boas Práticas na Cadeia Agroalimentar
Próximo BASF entra no mercado das sementes de girassol

Artigos relacionados

Nacional

UE volta a poder exportar carne de vaca para a Coreia do Sul. Restrições levantadas após 20 anos

A República da Coreia do Sul, após quase 20 anos, levantou as suas restrições à importação de carne de bovino e de produtos à […]

Nacional

DGAV confirma novos focos de Xylella fastidiosa

Na sequência da prospecção intensiva da bactéria Xylella fastidiosa, por parte da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), após a sua primeira detecção a 3 de Janeiro em Vila Nova de Gaia, […]

Últimas

AgroVida setembro

→ Suplemento AgroVida de setembro de 2020 ← […]