O Governo está a avaliar a atribuição de apoios aos agricultores para fazer face à escalada do preço dos fertilizantes, provocada pelo conflito no Médio Oriente, revelou hoje o ministro da Agricultura e Mar.
À margem de uma visita às obras do Circuito Hidráulico e Blocos de Rega de Reguengos de Monsaraz, no distrito de Évora, o ministro José Manuel Fernandes admitiu que a subida dos custos está a deixar o setor “numa situação que é obviamente difícil”.
“Estou em negociação com o ministro das Finanças para novas medidas e há aumentos, como o dos fertilizantes, que temos de procurar ajudar a diminuir estes custos de produção para os agricultores”, adiantou.
José Manuel Fernandes foi questionado pela agência Lusa sobre a escalada dos preços depois de se ter reunido, na quinta-feira e já esta manhã, em Évora, com dirigentes de 19 associações de agricultores da região alentejana.
Nas declarações aos jornalistas, o titular da pasta da Agricultura salientou que o Governo está “a contribuir e a ajudar” os agricultores, destacando algumas das medidas que têm sido adotadas para o setor.
O governante aludiu ao apoio extraordinário de 10 cêntimos por litro de gasóleo colorido, descida do ISP (imposto sobre os produtos petrolíferos), reforço do rendimento ao agricultor na reprogramação do Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC) e antecipação de pagamentos, entre outras medidas.
Em relação ao circuito hidráulico, o ministro salientou que o projeto envolve um investimento total de 100 milhões de euros, cujo financiamento “já está garantido”.
“Isto é importantíssimo para a competitividade do território, para a coesão territorial e para a criação de emprego”, frisou.
Segundo José Manuel Fernandes, este projeto está inserido na estratégia nacional “Água que Une”, da qual estão atualmente em execução 500 milhões de euros, incluindo os 100 milhões desta empreitada.
A empreitada do Circuito Hidráulico e Blocos de Rega de Reguengos de Monsaraz é promovida pela Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) e faz parte da expansão do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA).
Com uma área de 8.800 hectares, nos concelhos de Reguengos de Monsaraz, Portel, Évora e Redondo, o projeto deverá estar concluído em novembro deste ano.
Este circuito hidráulico vai ainda reforçar o sistema da albufeira da Vigia, no concelho de Redondo, também no distrito de Évora, onde já existe um perímetro de rega e é origem de água para abastecimento público.

















































