Interpretar os prazos de validade “faz a diferença” no combate ao desperdício

Interpretar os prazos de validade “faz a diferença” no combate ao desperdício

Arranca esta segunda-feira (4 de fevereiro) uma campanha promovida pela Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED), com apoio institucional da Comissão Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar e da Câmara Municipal de Lisboa, para ensinar os portugueses a interpretar as datas de validade dos alimentos.

Sob o mote ‘Saber a diferença, faz a diferença’, a campanha pretende “ajudar o consumidor a interpretar e distinguir as diferentes indicações de validade/durabilidade, ajudando-o assim a rentabilizar o consumo dos produtos alimentares e, acima de tudo, a evitar o desperdício alimentar.”

A campanha de comunicação marcará presença em cerca de 1200 pontos de venda e plataformas online, assim como nas redes sociais de alguns associados da APED, nomeadamente Aldi, Continente, DIA-Minipreço, El Corte Inglés, Intermarché, IKEA, Jumbo e Pão de Açúcar, Lidl, Novo Horizonte e Pingo Doce.

A associação pretende ensinar as diferenças entre “data-limite de consumo” ou “datas de durabilidade mínima” e ainda oferecer um conjunto de dicas, recomendações e sugestões de conservação e consumo, para além da referência aos produtos com indicação de “aproximação de fim do prazo de validade”.

Atualmente, o consumidor é responsável por 42% do desperdício alimentar a nível global. Para além disso, “acresce ainda o facto de que o significado das datas de validade dos rótulos dos produtos não é suficientemente compreendido pelos consumidores, segundo inquéritos realizados no contexto da União Europeia que revelam que apenas 47% dos cidadãos compreende o significado de ‘consumir de preferência antes de’ e só 40% compreende o significado de ‘consumir até’.”

Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da APED, explica que “a APED tem vindo a promover diversas iniciativas no combate ao desperdício alimentar, em colaboração com os seus associados. Para além disso, há iniciativas individuais das diferentes insígnias que merecem destaque. Esta campanha, integrada na Estratégia Nacional de Combate ao Desperdício Alimentar, é mais um exemplo do contributo da APED para este desígnio nacional”.

“A mais-valia desta campanha é que dá resposta à necessidade premente de informar e esclarecer o consumidor sobre questões muito práticas relacionadas com o seu dia-a-dia de consumo. Acreditamos na eficácia deste modelo de iniciativas que traz múltiplas vantagens para o consumidor, uma vez que permitem escolhas mais refletidas, decisões mais ponderadas, melhor economia familiar, melhor ambiente e menos desperdício”, acrescenta.

O artigo foi publicado originalmente em Vida Rural.

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