Instituto Europeu das Florestas apresenta plano para “bioeconomia circular de bem-estar”

Instituto Europeu das Florestas apresenta plano para “bioeconomia circular de bem-estar”

Documento propõe um modelo económico baseado em energia renovável e soluções com baixos níveis de carbono. A vertente social é também considerada, com os autores a sugerirem uma distribuição mais “igualitária” da prosperidade, a começar pelos lucros resultantes da agricultura e da actividade florestal.

Com o objectivo primário de colocar o “mundo num caminho sustentável”, o Instituto Europeu das Florestas divulgou recentemente um plano composto por dez pontos, seis de acção e quatro de transformação, que visam a transição para uma “bioeconomia circular de bem-estar”. A sua génese não representa uma novidade – está em linha com o Acordo de Paris e com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável –, mas os seus autores, uma equipa multidisciplinar composta por 25 elementos, acreditam na pertinência das medidas avançadas por considerá-las “necessárias para assegurar a sustentabilidade e a resiliência do capital natural”. Os destinatários do documento são líderes, investidores, empresas, cientistas, governos, instituições não-governamentais e intergovernamentais, agências de financiamento e, finalmente, a sociedade.

Numa primeira fase, o documento sugere que a essência do actual modelo económico deve ser “repensada”, de forma a incluir a necessidade de valorizar a natureza e priorizar o bem-estar sustentável. Para trás, sustenta, deve ficar um modelo económico assente em energia fóssil, o qual baseia os seus índices de crescimento nos critérios usados para cálculo do produto interno bruto, e que ignora os seus impactos ambientais e, consequentemente, na qualidade de vida dos indivíduos. Na mesma linha, o investimento na natureza e na biodiversidade, elementos essenciais para a existência humana, é tido como prioritário. Como se pode ler no documento, “a biodiversidade é a infra-estrutura essencial, complexa e funcional na qual se apoiam todas as formas de vida na terra, incluindo a vida humana”.

O plano debruça-se também sobre a distribuição

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