Industriais da madeira e mobiliário “chocados” com hipótese de “taxa das celuloses”

Industriais da madeira e mobiliário “chocados” com hipótese de “taxa das celuloses”

O presidente da Associação das Industrias da Madeira e Mobiliário diz que a designação “taxa das celuloses” não passa de uma acção de marketing por “parecer que o povo aceitaria melhor essa taxa apresentada desta forma”.

A Associação das Industrias da Madeira e Mobiliário (AIMMP) mostra-se “chocada” com a possibilidade do Governo decidir avançar com a “taxa das celuloses”.

O presidente da AIMMP, Vitor Poças, diz à Renascença “não conseguir compreender como é que um Governo se permite taxar uma indústria que é das mais exportadores em Portugal, e com maior valor acrescentado nacional, prejudicando a sua competitividade nos mercados internacionais”.

“Uma pequena serração também irá pagar”, aponta o dirigente, acrescentando que “o sector vive em concorrência perfeita no mercado internacional, onde um cêntimo no preço de uma palete pode ser decisivo para o negócio”.

Vítor Poças sublinha que uma medida deste tipo envolve todas as industrias de base florestal e que a designação “taxa das celuloses” não passa de uma acção de marketing por “parecer que o povo aceitaria melhor essa taxa apresentada desta forma”.

“Não faltam regras para cobrar” taxas e impostos, mas “não há regras para aplicar” o dinheiro que o estado arrecada, lamenta o dirigente associativo e empresário.

O presidente da AIMMP revela, ainda, que pediu uma reunião ao secretário de Estado das Florestas e que aguarda pela marcação do encontro. Poças lamenta o facto de o Governo “ainda não ter respondido ao pedido” formulado há mais de quinze dias, mas mantéma “disponibilidade para dialogar”.

A “taxa das celuloses” foi inscrita no Orçamento do ano passado, mas 2019 terminou sem que o Governo legislasse.

Este ano, o Bloco de Esquerda voltou a recordar o tema e o ministro do Ambiente admitiu avançar com a medida este ano.

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O artigo foi publicado originalmente em Rádio Renascença.

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