Indústria agro-alimentar espera volume de negócios acima de 17 mil M€ em 2019

[Fonte: Agricultura e Mar]

O presidente a FIPA — Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares, Jorge Tomás Henriques, prevê que a indústria portuguesa agro-alimentar deverá ultrapassar, em 2019, os 17 mil milhões de euros em volume de negócios, dos quais cinco mil milhões “são fruto do trabalho ao nível das exportações, representando 19% do total da indústria transformadora”.

O anúncio foi feito hoje, 25 de Junho, durante o 7.º Congresso da Indústria Portuguesa Agro-Alimentar, no Convento do Beato, em Lisboa, que tem como tema central “O Futuro da Alimentação”.

Realce-se que esta indústria é composta por um universo de mais de 11 mil empresas e responsável por cerca de 115 mil postos de trabalho directos e 500 mil indirectos.

“Indústria agro-alimentar tem sido alvo de intervenções e iniciativas sem fundamento”

Mas, “a verdade é que, se por um lado é o maior sector industrial do País, tanto ao nível da criação de riqueza, como de emprego, por outro lado a indústria agro-alimentar tem sido alvo de intervenções e iniciativas sem fundamento que colocam em causa a sua reputação e desvalorizam, quase sempre, a importante evolução que tem sido feita com vista a dar reposta aos dinâmicos desafios da sociedade”, frisou o presidente da FIPA.

Jorge Tomás Henriques deixou também um alerta: “medidas de carácter unilateral e impositivas por parte do Governo ou do Parlamento terão consequências de muito menor alcance ao nível da saúde pública”. “E é por tudo isto que não aceitamos que a indústria agro-alimentar continue a ser o ‘bode expiatório’ de todos os problemas relacionados com a saúde”.

Contra impostos especiais ao consumo

“Esperamos que, para o nosso sector em particular e após os compromissos de reformulação, fique definitivamente afastada, no próximo orçamento do Estado, a ameaça de impostos especiais ao consumo e que haja vontade política de eliminar o imposto discriminatório que foi aplicado às bebidas refrescantes”, acrescentou Jorge Tomás Henriques.

“Ao longo dos seus 32 anos de existência, a FIPA antecipou com energia e determinação os vários desafios que foram sendo colocados às nossas empresas, seja nas vertentes da produtividade e segurança alimentar, como nas crescentes exigências dos consumidores e nos emergentes debates da sociedade, que assentam no papel da alimentação e da nutrição na promoção da saúde, no bem-estar das populações e na sustentabilidade”, resumiu o presidente da FIPA.

“Portugal pode orgulhar-se da sua indústria agro-alimentar”

Apesar de todas as críticas, foi assim que João Torres, secretário de Estado da Defesa do Consumidor deu início ao seu discurso na abertura do sétimo congresso da Federação: “Portugal pode orgulhar-se da sua indústria agro-alimentar”.

João Torres sublinhou ainda que esta indústria tem uma “importância estratégica na dinamização da economia nacional” e “tem vindo a registar um dinamismo crescente e uma boa performance tanto no mercado nacional como nos mercados internacionais”.

Desafios da indústria

O secretário de Estado da Defesa do Consumidor destacou também os importantes desafios que a indústria tem enfrentado e continuará a enfrentar “para corresponder aos desafios impostos pela escassez de recursos e alterações climáticas”, num contexto em que “as escolhas dos consumidores têm um papel fundamental”.

O secretário de Estado manifestou a disponibilidade “inequívoca” do Governo para a criação de diálogo entre os vários envolvidos na cadeia agro-alimentar no sentido de trabalhar a superação dos vários desafios presentes e futuros.

O Congresso da FIPA é o maior evento que se realiza em Portugal no âmbito da indústria agro-alimentar. Na sétima edição deste evento, serão abordados quatro temas centrais: inovação, empreendedorismo, digital e economia circular.

A Federação

A FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agro-alimentares é a voz institucional do sector agro-alimentar. Tem assumido a responsabilidade da promoção, da inovação e da competitividade do sector e participado activamente nos centros de decisão nacionais e comunitários.

Constituída em 1987, é uma organização forte, estável e flexível com a missão de representar e defender os interesses da indústria portuguesa agro-alimentar e afirmar o seu potencial.

Fazem parte da FIPA 14 associações, 15 das maiores empresas do sector, que integram o conselho consultivo, e oito parceiros como sócios aderentes.

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